quinta-feira, 14 de abril de 2011

Dia Mundial do Café



A partir de um quilo de borra de café é possível extrair até 100 mililitros de óleo, o que geraria cerca de 12 mililitros de biodiesel … mais um dos benefícios do café.

Sempre soube que os meus gostos além de bons eram “caros” ;)

Vou já "comemorar" o dia!

7 comentários:

  1. A Língua do Café

    Foi lá por mil, seiscentos… dezasseis
    Com os caminhos marítimos abertos
    Já mais nada era longe, tudo, perto
    Que atinou-se o interesse do holandês
    P’ra o valor do café. Tanto ele fez
    Que venceu numa grande emulação
    O francês, o italiano e o alemão
    Via Moka, levaram para a Holanda
    O que nunca se viu naquela banda
    Em estufas, na fria Amsterdão

    Foi então que o francês, por um desvio
    Lançou mão do café e lá em Dijon
    Replantou ao ar livre e não foi bom
    Bem merece um apupo e um assobio
    Essa planta é do quente e não do frio!
    Mas preciso é errar p’ra que se aprenda
    O Mercado Flandrino segue a senda
    Plantam pés na colónia tropical
    Indonésia, e começa o carnaval
    O café a fazer juz a tanta lenda

    Já na corte do rei, dito O Rei Sol
    Há que tempo, o café ditava a moda
    Solimão Aga, um turco da alta roda
    Festas fez, com café!.. Qual um farol
    Reflectindo sua luz pelo arrebol
    Luís XIV era muito bajulado
    Dos presentes, um foi predestinado
    Em oferta das Terras Baixas, veio
    Lindo pé de café de um metro e meio
    Que no “Jardin des Plantes”, foi plantado

    Esse pé de café tão bem cuidado
    Em Paris, só servia de ornamento
    Mas jamais tal caiu no esquecimento
    Pois ele é o mais antigo antepassado
    Dos sabidos, que foram pr’o outro lado
    Desse mundo, que é o Novo, onde outra vez
    Já medravam cafeeiros do holandês
    Filho do de Paris, na Martinica
    Neto vai pr’a Guiana, por lá fica
    E, de lá, p’ró Mercado Português



    Era uma vez, era uma vez, era uma vez...


    E o Brasil,
    o que foi que ele fez?
    Ele fez o café
    falar português!

    Por Jorge Carlos Amaral de Oliveira

    ResponderEliminar
  2. Na manhã fria de julho,
    Escuto o barulho,
    Da água descendo pelo bule.
    Sinto o forte aroma,
    Do café feito na hora.

    Filosofia ao questionar,
    Essa forte bebida para tomar.
    O que existe por trás de um ato tão simples
    Como este, tomar um café para se esquentar?
    A resposta fica no singular:
    No inverno, o frio nos atormenta,
    Enquanto o café nos esquenta.

    Uma bebida quente,
    Que vai bem a qualquer ambiente.
    Não importa se está frio, ou calor.
    O importante mesmo é o sabor.

    Por Leonardo D.

    ResponderEliminar
  3. Estampa-se o sol em delicados raios
    Sobre o mármore branco e liso da cozinha.
    Suavemente me debruço e uma porta abro,
    Recolho a chávena fina e o florido prato.
    Ergo o meu braço e num voo livre,
    No gesto de um armário desvendar,
    Recolho o nobre pó de inebriante aroma.
    Alongo a mão que a gaveta encontra,
    E dela escolho, enfim, a colher mais bela,
    Brilhante, pequena, com terno recorte.
    Tudo coloco em ordem e harmonia:
    O prato tranquilo e a expectante chávena,
    Nesta, o torrado grão moído, de castanho intenso.
    No açúcar rico, centro o meu cuidado,
    A montanha branca transportando, pura,
    Em bojuda prata que doce se inclina.
    E luzem cristais em cascata linda!
    Depois, a água borbulhante, quente,
    A mistura inunda, dissolvendo-a
    Em espirais de espuma que a colher adorna.
    Café! Café! Precioso encanto!
    Em dégagé devant te cumprimento,
    Os meus braços lanço em acolhimento grato.
    Da janela aberta me acerco então.
    Tão bela é a vista que o Outono pinta no jardim!
    Castanho da terra e verde das plantas unem-se
    À água que brilha em bebedouro antigo.
    Aspiro, feliz, da manhã tranquila, o seu odor
    A quente café e à relva orvalhada.
    Olho o céu e sorvo um gole, outro e outro.
    E assim me quedo, por instantes longos.
    Entre o prazer forte do café e a doçura da manhã
    Mais um dia de vida se inicia!

    Por Ilona Bastos

    ResponderEliminar
  4. Viciada! Como te compreendo! Ultimamente, parece-me que andam a estragar o café com misturas. Começa a ser difícil tomar um café BOM. Para além da Delta no NorteShopping, conheço poucos lugares onde sei que ele não é misturado.

    Aconselha-me lá alguns postos de abstecimento! :)

    ResponderEliminar
  5. Olá, Ricardo!

    Viciada em café? Eu? Quem te disse tamanha mentira? :)

    Como não quero que te falte o que quer que seja, cá ficam alguns postos de abatecimento: BP, Repsol, Galp, Cepsa, Jumbo, Intermarché, …

    Agora a sério, café que é café tem que ser puro… nada de misturas… e de preferência sem açúcar.

    O meu posto preferido continua a ser na Oliveira… e para ser “perfeito, perfeito” naquele junto ao Padrão do Salado!
    Mas, também, temos a Pousada da Costa, o ForMigas, Papaboa Histórico, Doce Minho, entre outros (claro que só falo dos de Guimarães).

    Normalmente, o “posto” possivel é na velhinha máquina de café da escola de S. Torcato :(

    ResponderEliminar
  6. COconuts na Oliveira.
    QB chás no Largo João Franco.
    Delta do São Mamede.

    Adicionei apenas estes três, mas temos mais em Guimarães, muitos mais, não precisamos de sair da nossa urbe.

    ResponderEliminar
  7. Gosto do café no São Mamede mas, só de 2ª a 6ª.
    Tenho que conhecer o QB chás no Largo João Franco.

    Boas dicas!!!

    ResponderEliminar