sábado, 16 de abril de 2011

Não se perdeu nenhuma coisa em mim



Não se perdeu nenhuma coisa em mim.
Continuam as noites e os poentes
Que escorreram na casa e no jardim,
Continuam as vozes diferentes
Que intactas no meu ser estão suspensas.
Trago o terror e trago a claridade,
E através de todas as presenças
Caminho para a única unidade.

Por Sophia de Mello Breyner Andresen

2 comentários:

  1. Muito bonito, como sempre!!!

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  2. Oise, Carol!

    Então, estás cá por “casa” e só dou conta agora :)

    A Senhora Dona Sophia de Mello Breyner Andresen sempre conseguiu fazer da junção das palavras uma arte!
    Excelente em tudo… excepto naquela coisa que se diz filho dela…

    Beijinhos.

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