segunda-feira, 19 de março de 2012

Lista A - SAD (Sociedade Anónima Desportiva)



O melhor Vitória para ti.
A melhor SAD para o Vitória.

As 15 questões mais frequentes sobre a SAD.
1. A curto prazo, o VSC poderá continuar a participar nas competições profissionais como um Clube?
Existe um projecto de decreto-lei, cuja aprovação se prevê para breve que obrigará os Clubes a transformarem-se em sociedades comerciais e a terem gestores executivos a tempo inteiro. Essas sociedades poderão ser de dois tipos, Sociedades Anónimas Desportivas (SAD), que admitem a entrada de capitais de vários investidores ou Sociedades Desportivas Unipessoais por Quotas (SDUQ), que admitem apenas a entrada de capitais do próprio Clube. Ou seja, se a proposta for acolhida pelo Governo, obrigatoriamente todos os Clubes que participam nas competições consideradas profissionais terão que se transformar em sociedades desportivas sob pena de não poderem participar nas mesmas.

2. Dos vários modelos existentes, qual é o mais eficiente?
Nenhum modelo é perfeito, por isso, o sucesso dependerá sempre das capacidades de gestão dos responsáveis. Existem, neste momento, bons e maus exemplos de gestão em Clubes e SAD’s em Portugal. Mas nós temos uma certeza: uma instituição com a dimensão do Vitória SC não se coaduna com uma gestão em que os principais responsáveis não o façam a tempo inteiro e libertos de outras responsabilidades em diferentes instituições.

3. Dos modelos previstos (SAD ou SDUQ), qual o melhor para o Vitória?
A constituição de uma SAD não é uma realidade nova no nosso Clube, estando já hoje prevista nos seus estatutos nomeadamente no art.º 2.º do Vitória. Atendendo à difícil situação financeira que o Vitória atravessa (a sua dívida total poderá atingir 20 milhões de euros no final do mês de Junho), a SAD é o modelo que melhor nos serve.
Porquê?!
Porque é o único que possibilita a entrada de capitais de fora do Clube. Para continuar a ser competitivo, o Vitória tem de pagar a quem deve: bancos, segurança social, fisco, clubes, agentes, fornecedores, funcionários, jogadores... e neste momento não tem receitas suficientes para o fazer e garantir o seu funcionamento normal, a não ser que obtenha receitas vindas de fora do Clube.

4. O Vitória não pode recorrer à Banca?
A banca tem sido o recurso mais utilizado pelo Vitória nos últimos anos, contudo, hoje a banca tem uma capacidade de financiamento limitadíssima, cortando acesso ao crédito às empresas, aos particulares e claro está, aos Clubes de futebol, principalmente aos que se encontram em dificuldades financeiras. Por isso, esta solução é inviável. E ainda que tal fosse possível, estaríamos a persistir no erro e a agravar o risco de o Vitória perder todo o seu património, já actualmente onerado, nomeadamente o Estádio, o Complexo, o Pavilhão e até a Sede, como forma de pagar as dívidas que tem.

5. Com uma SAD, os sócios não correm o risco de ver o Clube ficar nas mãos dos investidores?
Claro que não! Com o actual modelo ou com uma SDUQ é que existe esse risco. Aliás, ele existe hoje e é muito sério, isto porque o Vitória, neste momento, está nas mãos dos seus credores. Caso não exista uma solução credível para combater o passivo e ao mesmo tempo alavancar o futuro do Clube, os credores poderão a qualquer momento exigir o pagamento das dívidas, e o Vitória perderá o seu património e cessará a sua actividade desportiva.

6. Como é que a criação de uma SAD poderá proteger o património do Clube?
O modelo de SAD que se pretende aplicar no Vitória separará o futebol das restantes actividades do Clube. Na SAD ficará apenas a gestão do futebol profissional, conferindo-se autonomia e personalidade jurídica à equipa para ser gerida como negócio que é. Deste modo, todo o património ficará no Clube, a salvo do risco de negócio da SAD. A eventual falta de resultados desportivos que muitas vezes acarretam prejuízos financeiros será um problema da SAD e dos seus accionistas. Em suma, o Clube e a SAD serão entidades distintas mas que se manterão fortemente ligadas através de direitos do Clube estabelecidos nos estatutos da SAD.

7. Como se separa o Clube e a SAD?
Todo o património fica no Clube. A sociedade a constituir (SAD) celebrará um protocolo com o Clube e ficará obrigada a pagar um valor mensal pela utilização do Estádio, do Complexo, e de todo o seu património, que permitirá por sua vez amortizar a actual dívida e sustentar as demais actividades amadoras.

8. As vantagens da SAD são só de ordem económica e financeira?
Não. A entrada de capitais externos cria a possibilidade de construir projectos desportivos mais ambiciosos. Como negócio, o futebol do Vitoria será tanto mais forte quanto maior for o investimento nesta área por parte dos investidores e accionistas da SAD, ao mesmo tempo, a gestão do Vitória será mais criteriosa, escrutinada e transparente, aumentando também a responsabilização dos seus gestores em relação ao actual modelo de gestão.

9. Que percentagem terá o Clube na SAD?
O projecto de decreto-lei obriga a que o Clube detenha, no mínimo, 10% do capital social embora a lei actual obrigue a um mínimo de 15%. A percentagem que o Clube terá na SAD deverá ser o máximo possível. Esse máximo depende da situação financeira do Clube e da negociação que realizará com os potenciais investidores.

10. Qual é o capital social da SAD?
O capital social dependerá sempre da ambição do projecto desportivo e financeiro. Em Portugal existem SAD’s com capitais sociais desde 1 milhão até 115 milhões de euros. Um Clube com a dimensão do Vitória poderá constituir uma SAD com um capital social inicial entre os 5 e os 10 milhões de euros.

11. Os sócios vão deixar de mandar?
Os sócios serão sempre a alma do Vitória e a verdadeira face do seu património imaterial. É esse património imaterial, de valor inestimável, que torna sustentável qualquer investimento por parte de privados. Veja-se o exemplo recente do treinador do Chelsea, em que ficou evidente que as decisões de gestão ficam sempre reféns dos resultados desportivos e da força dos adeptos, ou seja, quem manda, em ultimo caso, é o adepto, o sócio do Clube! Os potenciais investidores que queremos trazer para a SAD do Vitória têm que ter como principio fundamental a obtenção de sucesso do seu investimento. Ora este, no caso particular do Vitória, só se atinge com a obtenção de resultados desportivos condizentes com as ambições dos Vitorianos.

12. Quem irá gerir a SAD?
Em qualquer dos modelos societários previstos no projecto de decreto-lei (SAD ou SDUQ), a administração deve ser composta por gestores executivos a tempo inteiro. No caso da SAD, aqueles que representarem o Clube terão de obedecer às instruções emanadas das AG do Clube e terão direito especiais de veto relativamente às questões que a AG do Clube entender no momento da constituição da SAD e da aprovação dos seus estatutos.

13. Os próprios sócios podem ser investidores da SAD?
Sim. Se o quiserem fazer, como desejamos, os sócios terão prioridade na subscrição e aumentos de capital da SAD.

14. A Câmara Municipal de Guimarães pode investir na SAD?
Sim. Se o pretender, como desejamos, de acordo com o projecto de decreto-lei existente, a autarquia poderá subscrever até 50% do capital social da SAD.

15. Como sabemos se existirão investidores?
Quem acredita, como nós, que o Vitória é um Clube especial e que tem um enorme potencial, arregaça as mangas e põe-se a caminho à procura dos investidores. Quem não acredita, baixa os braços... Os “velhos do Restelo” vão existir sempre... Neste momento, existem contactos, bastante desenvolvidos, efectuados em Portugal e no estrangeiro. Contudo, não seria sério e seria até irresponsável revelar os nomes e contactos estabelecidos, uma vez, que só quem legitimamente representar o Vitória poderá conduzir as negociações futuras com investidores.

Acreditamos que se fizermos bem o trabalho de casa, os investidores aparecerão porque irão acreditar no projecto do Vitória e o Vitória terá futuro, um bom Futuro!

2 comentários:

  1. Bem, belo remate de conversa… além de cobarde (não assina nem tem fotografia de perfil), é mal-educado e com uma autoestima muito depauperada.

    Quando quiser voltar a olhar para o seu reflexo e proferir as suas características, limite-se a fazê-lo em frente a um espelho!

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