
"Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.No desejo.
Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno."
Cecília Meireles
Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.No desejo.
Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno."
Cecília Meireles
Já que estamos em maré de poesia:
ResponderEliminar"Terror de te amar num sítio tão frágil como o mundo.
Mal de te amar neste lugar de imperfeição
Onde tudo nos quebra e emudece
Onde tudo nos mente e nos separa".
Sophia de Mello Breyner Andresen
Fabuloso!
ResponderEliminarCara Palmira, a sua sensibilidade e gosto poéticos são de se lhe "tirar o chapéu"...
(faltam 29 comentários simpáticos...LOL)
Olá, equipa do Sic Gloria Transit Mundi!
ResponderEliminarEspero que continue tudo bem por aí.
É fácil ter bom gosto, quando existe uma "obra" tão magnífica.
Quanto aos comentários, estão no bom caminho ;)
Beijinhos.
Boa tarde!
ResponderEliminarPara lhe dar uma resposta condizente, só com a própria obra da admirável Sophia:
"Para atravessar contigo o deserto do mundo
Para enfrentarmos juntos o terror da morte
Para ver a verdade para perder o medo
Ao lado dos teus passos caminhei
Por ti deixei meu reino meu segredo
Minha rápida noite meu silêncio
Minha pérola redonda e seu oriente
Meu espelho minha vida minha imagem
E abandonei os jardins do paraíso
Cá fora à luz sem véu do dia duro
Sem os espelhos vi que estava nua
E ao descampado se chamava tempo
Por isso com teus gestos me vestiste
E aprendi a viver em pleno vento"
Espero que goste!
Beijinhos.