Júlio Mendes falou, esta tarde, em conferência de imprensa,
onde apresentou imagens de alguns dos momentos dos confrontos entre os adeptos,
aquando do jogo entre Vitória B e Braga B. O presidente do Vitória referiu que
o Clube “caiu numa armadilha” e explicou as razões que o levam a sustentar tal
afirmação.
Nas imagens apresentadas, é possível ver alguns polícias ‘à
paisana’, que assistem aos confrontos sem tomar quaisquer medidas, como afirmou
Júlio Mendes.
Pode ler as declarações do Presidente do Vitória SC:
“Aqui, não está em causa a redução das questões a uma
rivalidade entre clubes. Nada nos move contra nenhum clube. Desde a entrada em
vigor do diploma que permite aos clubes assumir a responsabilidade da segurança
dos jogos que o Vitória, após várias reuniões, o decidiu que em determinados
jogos assumiria essa responsabilidade. Temos seis jogos da equipa B que foram
feitos sem policiamento, temos cinco jogos da equipa A nas mesmas condições. Em
nenhum desses jogos surgiram quaisquer incidentes”
“Temos dito sempre que, estando em vigor uma lei que define
com clareza o número de policias que têm de estar a desempenhar essas funções,
não abdicaríamos deste princípio. O número de agentes que têm de estar
presentes tem de ser consentâneo com o que está definido na lei. Eu compreendo
que durante todos estes anos, os clubes pagaram horas extraordinárias aos
agentes de segurança mas isso hoje está clarificado e está dito no diploma qual
é o rácio dos agentes que deve estar em cada jogo”
“Não estamos a falar de agentes que garantem a segurança em
situações de tumulto, como a que assistimos, situações idênticas às que
assistimos do jogo em Braga, com o Paços de Ferreira, do Braga contra o
Belenenses, do Braga contra o Leixões e por aí fora. Digo o Braga porque foi,
concretamente, com o Braga que se passaram estas situações no passado domingo.
Não são estes agentes que garantem a segurança dos cidadãos, quem o faz é o
Corpo de Intervenção"
“Esperávamos que o estádio não recebesse mais do que 2 mil
adeptos e, aplicando o diploma, não poderíamos solicitar mais do que nove
polícias. A polícia entendeu que deveria ter 42 agentes, polícias que estão à
porta do estádio e são pagos pelo Clube”
“O Vitória foi responsável mas foi mais longe. O Vitória
disse, como sempre tem dito, que vai exigir que seja cumprida a lei. Se a lei diz
que são quatro, então só aceitamos quatro agentes. Não é possível que os clubes
continuem a suportar estes custos”
“As pessoas entram dentro da nossa casa, iniciam um conjunto
de provocações e a polícia está à porta, à espera que o ladrão entre e só depois
é que actua. O que existe é um braço de ferro entre os clubes e um interesse
corporativo, que não quer deixar de ganhar horas extraordinárias. Nesse jogo,
estava a polícia, que não foi requisitada, a assistir a tudo aquilo que se
estava a passar”
“Um polícia não deveria dar indicação ao corpo de
intervenção para intervir? Esses polícias estavam sentados nas nossas bancadas,
viram vidas em risco, e só alguns minutos depois é que actuaram. Isto é muito
grave”
“Depois do circo estar a arder, alguém deu indicações para o
Corpo de Intervenção entrar no estádio. Isto é tão grave ao ponto do
subintendente Daniel Mendes ter dito ao vice-presidente Armando Marques,
estando ele dentro do estádio, que não estava ao serviço, que não havia sido
requisitado policiamento. Mas, pasmem-se, estava sentado na bancada e ao que me
consta não pagou bilhete. Não sei o que lá estava a fazer. Eu sei que aquilo
que estou a dizer é grave. Estou a pôr os nomes mas nós vamos pôr os nomes e
apresentar as provas. Este mesmo subintendente no jogo com o Braga – Paços de
Ferreira, apesar de não ter sido requisitado policiamento, deu indicações para
que os adeptos do Paços fossem para trás da baliza e fosse assim garantida a
segurança. Então temos dois pesos e duas medidas?” ”
(Imagem retirada da internet)

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