quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Saber Amar Demasiadamente é sinónimo de Vitória Sport Clube




Mais que um direito, é um dever … estamos todos convocados a irmos votar no próximo domingo, dia 18 de novembro, das 9h às 13h.




Alguns dizem que com a SAD o Vitória deixa de ser dos sócios.
Mas, alguém autorizou que o nosso património fosse desmesuradamente hipotecado?
Alguém sabe onde foi parar o dinheiro da venda de alguns jogadores?
Algum sócio aprovou os ordenados excessivos e irrisórios que eram pagos a alguns jogadores e “colaboradores”?
Algum sócio deu o seu parecer na escolha dos jogadores caríssimos que foram contratados?
Algum sócio autorizou que o Vitória fosse motivo de chacota?
Por aqui se vê que não mandamos o que quer que seja, quanto muito aprovamos os relatórios de contas em Assembleia Geral.

Há quem diga que esta Direcção está a colocar os sócios “entre a espada e a parede”
Lembram-se, com toda a certeza, de quem nos colocou nesta situação?
Uma criaturinha que, na minha modesta opinião, só tem um caminho possível: a justiça dos tribunais e a responsabilização de todos os actos criminosos que cometeu.

Outros dizem que é tudo muito “em cima do joelho”.
Será? Será que com mais tempo os receios e as dúvidas não seriam as mesmas?
Esta Direcção sempre disse que seria este o caminho, em todas as dezenas de sessões de esclarecimento da campanha o referiu e explicou, os sócios quando votaram já o sabiam.
Os documentos estão disponíveis para consulta, na nossa Sede (estas questões só aos Vitorianos dizem respeito, se assim não fosse, qualquer um teria a mesma importância que os Vitorianos).
No dia-a-dia e em qualquer local, são tiradas dúvidas aos Vitorianos.
Júlio Mendes deu uma grande entrevista à Rádio Fundação, onde foi tudo esclarecido (Carlos Ribeiro como sempre esteve excelente).
No próximo sábado todos terão a oportunidade de, em Assembleia Geral, questionarem directamente os elementos da Direcção.


É mais que óbvio que a Sociedade Anónima Desportiva é o caminho, agora, só falta escolher o modelo… nunca se esqueçam que será uma SAD “feita” pelos Vitorianos … ninguém coloca em causa que terá que ser uma SAD à Vitória, em benefício do Vitória e para o Vitória!

Algumas pessoas estranharam que ainda não tivesse passado para palavras a minha opinião sobre a aprovação da SAD, embora deduzissem (e bem) que sou a favor… que sou a favor da continuidade do Vitória!
A resposta é simples, dói … dói muito pensar no que aconteceria se a SAD não fosse aprovada, só o simples facto de considerar essa hipótese, o corpo treme, as lágrimas caem, há um enorme nó na garganta e um valente soco no estômago.

Pelo Vitória … peço, rogo, imploro, suplico … sou arrogante, egoísta, casmurra, … sou humilde, simples, verdadeira, compreensiva, submissa, servil, autêntica, … sorrio, choro, … sobrevivo … vivo!

E ser do Vitória é isso mesmo…  é Saber Amar Demasiadamente!

Palmira Guimarães.

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Ainda sobre este tema, aqui fica a opinião de José Ricardo Pliteiro da Silva:

"Neste ano de 2012, assinalado por dificuldades quer a nível estrutural, quer a nível económico-financeiro, no nosso clube, tenho o privilégio de atingir o patamar de 25 anos de associado e igualmente ser parte integrante da actual equipa directiva do VSC.
A actual Direcção, com um projecto de verdadeira mudança,  propõe um novo caminho e uma nova vida para o clube de todos nós. A minha opinião, expressa no vosso site, é feita a título individual e como tal, sou eu o único responsável por esta crónica; não reflecte qualquer opinião institucional por parte do VSC, aliás trata-se da primeira vez em que expresso uma opinião pessoal de uma forma pública, e faço-o porque enquanto associado tenho a certeza que os acontecimentos do futuro próximo são de uma importância extrema para o Vitória enquanto colectividade.
Falando abertamente da SAD, proposta pela actual Direcção, poderemos todos nós enquanto associados, emitir uma opinião pessoal mais consentânea com aquilo que a Direcção propõe ou mais divergente e no limite ajuizarmos que SAD no Vitória nunca!
Pois bem, a Direcção foi eleita há seis meses atrás com um projecto real para o clube e que é a implementação da SAD, e desse modo alavancar o clube desportiva e financeiramente para outros patamares já vividos e que todos agora apenas relembramos com saudosismo e como fazendo parte do passado do clube. E esta Direcção, enfrentando dificuldades inesperadas, contratempos que não param de surpreender o vitoriano mais incauto, está a fazer o seu caminho só olhando para um futuro melhor que é o que de melhor pode dar ao Vitória, UM FUTURO!
O tempo é um bem escasso e precioso, sim, e tenho consciência disso, mas também sabemos que o timing está a apertar a cada dia que passa e a situação do clube não se pode permitir a mais adiamentos sobre a constituição da mesma. E é sobre essa questão que temos de estar focados, e com esta proposta de estatutos para a SAD, o Vitória está seguro para muitos e muitos anos onde claramente o maior activo do Vitória somos e seremos sempre nós, associados desta enorme Instituição que tem o nome de Vitoria Sport Clube.
Não podemos baixar os braços, o mundo mudou e vivemos em constante mudança. O paradigma do futebol mudou em todo o lado, não só no plano nacional, mas também no plano internacional, a gestão desportiva a nível global alterou completamente o que dantes pensaríamos nunca poder existir. Mas aí teremos que ser nós a dar o primeiro passo afirmando que queremos acompanhar essa mudança de acordo com o que de melhor tem o Vitória, nunca deixando de lado a história e a paixão que tanto nos move e nos faz acreditar num Vitória maior!
Neste momento crucial para o clube e o seu futuro, não vamos deitar a perder 90 anos de história seja por uma questão de orgulho ou de fidelidade a um sistema de gestão já ultrapassado, ineficiente e irresponsável e que deixa passar impunes todos aqueles que foram maus dirigentes do Vitória. Claro que todos temos questões ao nível da SAD e ao que irá ser proposto e aos seus estatutos, no entanto temos também que saber da responsabilidade que esta Direcção tem para com o clube, o compromisso que isso representa junto de todos nós enquanto vitorianos e associados. Nesta Direcção podemos depositar confiança  e saber que a mesma tudo fará para salvaguardar os interesses do Vitória. Por isso, temos de estar tranquilos e serenos, e no próximo fim de semana, no local certo para tratar os assuntos da vida do Clube, a Assembleia Geral, todas as dúvidas suscitadas nos vitorianos serão respondidas com toda a responsabilidade que assim o momento exige.

Deixo a minha última nota, com a mão já a tremer e algo a querer sair dos meus olhos, pensando um pouco na minha infância e nas pessoas mais Vitorianas que já conheci em toda a minha vida que são o meu Avô que nos está a seguir noutro lugar e a minha Mãe, ambos são exemplos de um Ser Vitoriano que em todos nós existe e perdurará até ao fim dos nossos dias. Por isso, peço a todos os Vitorianos a máxima responsabilidade e racionalidade que este momento exige e não vamos deixar que o que mais amamos, o que mais queremos, o que mais nos orgulha e o que nos preenche a alma termine.
Com SAD ou sem SAD, esta História nunca poderá ter um fim e não o terá certamente. É e será um clube / amor eterno, que muita gente não gosta mas terão de levar connosco e com esta paixão inquebrantável por muitos e longos anos!!... No próximo fim de semana, deveremos pensar no orgulho que sentimos em ver o símbolo do Rei cravado nas camisolas, nos galhardetes pendurados nos carros, nos símbolos de prata e ouro e pin´s que sejam que muitos colocam no seu fato com todo o orgulho, nos quadros e demais objectos que todos nós temos em nossas casas e interiorizar que o Vitória é isto, é amor, é paixão onde o limite não existe e que este clube e o que ele representa para todos nós, eleva com honra e respeito todos os nossos sentimentos!
Temos de sair neste fim de semana com o sentimento de dever cumprido e de que o Vitória vai mudar, para melhor claramente!

Um abraço,
José Ricardo Pliteiro da Silva, Sócio nº 3707".
(16 de novembro de 2012)


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E ainda a opinião de Luís Cirilo Carvalho:

“Sábado e domingo próximos o Vitória Sport Clube viverá três dos momentos mais marcantes da sua História de 90 anos.
No primeiro dele os associados, que se espera compareçam em grande número, tomarão conhecimento do real estado do clube em termos financeiros e da responsabilidade dos anteriores dirigentes em termos chegado a este momento tão dramático e que põe seriamente o futuro em causa.
No segundo a direcção eleita em 31 de Março do corrente ano exporá, detalhadamente, qual a solução que propõe para tirar o clube da crise em que se encontra  e relançá-lo em termos financeiros, desportivos e patrimoniais.
Os sócios terão o tempo que quiserem para colocarem as suas dúvidas( e seguramente que nenhum ficará sem resposta) e serão detalhadamente informados sobre como foi possível aguentar o clube de portas abertas e com as equipas inscritas de Março até agora.
No dia seguinte, por voto livre e secreto, os vitorianos dirão que futuro querem para o Vitória.
E a partir daí cada um assumirá as suas responsabilidades.
Como é sabido a direcção propõe que seja criada uma SAD para a gestão do futebol  no âmbito do há muito tempo previsto nos estatutos do clube.
E que corresponde aquilo que com toda a clareza foi proposto em campanha eleitoral e largamente sufragado pelos associados nas eleições de 31 de Março.
Os estatutos propostos para a SAD estão disponíveis há vários dias no site do clube e parecem-me ser suficientemente claro naquilo que propõe.
A SAD destina-se a gerir o futebol, o clube indicará sempre o presidente da mesma e manterá poderes de veto em questões essenciais, o património (complexo, pavilhão  e estádio) ficarão fora da SAD que pagará uma renda pela sua utilização.
Importa por isso deixar bem claro que a SAD não vai substituir o clube.
O Vitória Sport Clube continuará a existir com o seu património, o seu ecletismo, a sua enorme riqueza associativa.
Apenas o futebol passará a ter uma gestão partilhada entre o clube e os investidores que venham a constituir a sua estrutura accionista naquilo que me parece ser uma inevitabilidade face ao estado a que chegamos.
Pessoalmente, e no plano filosófico e teórico, preferiria que o clube continuasse a ser integralmente gerido, como nos seus 90 anos de história, por uma direcção eleita pelos sócios.
Seria sinal de saúde financeira e de uma gestão competente, sem hiatos, como teve na esmagadora maioria dos seus anos de vida.
Infelizmente o Vitória não pode ser gerido com filosofias, teorias ou memórias.
Porque os últimos anos de gestão absolutamente incompetente (e o mais que se apurará) o colocaram à beira de um abismo de que só poderá escapar com medidas radicais que travem a sua queda e lhe devolvam um futuro que está tremendamente em risco.
Diz o povo na sua infinita sabedoria que "...vão-se os anéis e fiquem os dedos...".
É exactamente isso que está em causa neste fim-de-semana.
Ou os associados votam favoravelmente a constituição da SAD, admitindo partilhar a gestão do futebol, e salvam o clube ou então recusando a SAD (que é um direito que lhes assiste como é óbvio) abrem uma verdadeira caixa de Pandora de consequências infelizmente bem previsíveis.
Deixo uma nota final mas que julgo merecer alguma ponderação:
Pela solução SAD há quem dê a cara e assuma a responsabilidade.
A direcção e restantes órgãos sociais.
Pela recusa da SAD e consequente vazio julgo não existir quem tome a responsabilidade.
A não ser que se entenda que o futuro do clube são vozes dispersas nas redes sociais, bloggers sem qualquer responsabilidade, aqueles que fazem de esporádicas ( e pedinchadas) entrevistas "prova de vida" ou a uns corajosos anónimos que sob pseudónimos ou "nicks" se entretém em fóruns diversos a insultar  todos os que estão na direcção ou defendem a solução SAD.
Por mim estou tranquilo.
Depois destes seis meses, de muito trabalho e angústia perante a dimensão dos problemas, na direcção do Vitória "sei" que a SAD, independentemente de preferências pessoais, é a única solução credível que temos neste momento para salvarmos o nosso clube.
Mas admito, com a mesma tranquilidade pessoal (que não associativa...) que a maioria pense da outra forma e escolha outro caminho.
Como já disse várias vezes sou um associado da bancada nascente em comissão de serviço na direcção.
Associado serei sempre e à bancada nascente voltarei com gosto a qualquer momento!
Haja Vitória...”

Luís Cirilo Carvalho
(16 de novembro de 2012)

4 comentários:

  1. Mais uma entrevista de Júlio Mendes:

    http://vitoriasc.pt/download/ENTREVISTA_OJOGO_15-11-2012.pdf

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  2. Cara Dra. Palmira,
    às vezes o amor exacerbado encolhe-nos o pensamento e o raciocinio. Tudo o que mais desejoé que os Vitorianos votem em massa, como muito bem diz, mas que votem conscientemente e não encolhidos pelo amor em demasia. Temos relatos de amores em demasia que levam a extrema desgraça.
    É claro que uma SAD minoritária deixa de ser dos sócios, pelo menos no que ao futebol diz respeito. E deixe-me recordar-lhe que o Vitória apesar de tudo, continua, ainda a ser dos sócios. Senão como se compreende que voçês estejam agora na Direcção do Vitória? Foram os sócios que forçaram eleições antecipadas, recorda-se?
    E, sim, foram os sócios que autorizaram essas hipotecas desmesuradas, como muito bem diz, fruto do tal amor exacerbado. Porque confiavam em quem os dirigia. Por isso se costuma dizer que gato escaldado de água fria tem medo. Sem qualquer ofensa.
    E quanto aos relatórios de contas aprovados, ou rejeitados, com bem se lembrará, é evidente que isso confere aos sócios poder. Mas ao mesmo tempo confere responsabilidade a quem os apresenta e a quem os fiscaliza. E neste ponto, acho, que fomos todos muito bem enganados, por alguém que hoje até pede responsabilização para o acontecido. Essa mesma pessoa, deve estar esquecida que ao pedir responsabilização para a anterior Direcção, ele próprio é responsável no sucedido. Não concorda? Quem pediu nos anos anteriores que aprovassemos todas essas barbaridades de que fala, e bem, de ordenados, de dinheiros de venda de jogadores que ninguém sabe onde param, de contratações, etc., etc.
    Recorda-se da primeira AG desta Direcção? Recorda-se do que eu pedi para ser feito, relativamente às contas do Vitória? Recorda-se do que o nosso Presidente me respondeu?
    Tudo isso nos dá poder para podermos dizer que o Vitória é dos sócios, e mais poder nos dá quando confiamos nas pessoas que são eleitas para os orgãos sociais. Porque os sócios votam e confiam em quem votam. Confiam cegamente, com esse tal amor desmesurado.
    Muito do mal do nosso Vitória, está exactamente nesse amor. Que é chama que arde sem se ver. E realmente nós andamos completamente cegos durante anos a fio.
    Quanto à justiça, que agora todos clamam, e que eu pedi na primeira AG, a ver vamos no que vai dar. Sábado ficaremos a saber qual será a posição do Senhor Presidente sobre este assunto. Mas, confesso-lhe, que não estou assim tão confiante, pois poderão existir situações que em vez de beneficiar o Vitória ainda o venham a prejudicar mais. A ver vamos se há coragem.
    Quanto ao caminho, nada a dizer. Todos sabiam da intenção desta Direcção.
    Agora, perdoe-me, sempre foi dito que se fariam as sessões necessárias para encontrar a SAD que mais servisse o Vitória e que os sócios teriam sempre uma palavra a dizer.
    Acha que ontem ficamos esclarecidos quanto a isso? O Presidente disse com todas as letras que não admitiria uma SAD com maioria? Então em que ficamos? Podemos opinar ou não?
    Aquilo que sabemos que vai acontecer, não é uma sessão para encontrar a melhor SAD, mas uma sessão para tirarmos esclarecimentos sobre a SAD que a Direcção quer. Não há direito a alterar o que quer que seja.
    (por impossibilidade no envio, segue 2.º comentário)

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  3. Tem razão quando diz, que todas as dúvidas serão tiradas. Mas não foi isso o prometido. Prometeram-nos que perderiamos o tempo que fosse necessário para em conjunto chegarmos à melhor SAD.
    Eu também goatava, como diz, que agora iamos escolher o modelo de SAD, mas sabe tão bem como eu que não é assim. O modelo já está escolhido e está perante os sócios para tirarem as dúvidas que quiserem para do dia seguinte votarem.
    "...ninguém coloca em causa que terá que ser uma SAD à Vitória, em benefício do Vitória e para o Vitória!"
    Acha mesmo que este modelo de SAD é isso tudo que diz acima?
    Uma SAD à Vitória, o Vitória teria a maioria. Não é isso que vai acontecer.
    Em beneficio do Vitória, teria verbas suficientes para fazer face ao serviço de divida que o clube vai ficar sujeito.
    Para o Vitória, não levaria toda a formação, fruto de mais valias importantes, como vocês bem frisaram no inicio do mandato e que norteou a constituição da equipa B.
    Acrescento ainda, para os sócios do Vitória, teria uma alteração aos estatutos do clube, onde fosse inscrito que as acções da SAD, propriedade do clube, só poderiam ser alienadas com autorização da AG.
    Sabe, Dra. Palmira. Já fui muito mais radical quanto à constituição da SAD no Vitória. Mas como também tenho esse amor, vou tentando saber o que se passa à minha volta e do meu clube. Sei hoje, que, não sendo a opção do meu agrado, será provávelmente a opção mais raqzoável para se poder salvar o Vitória Clube. E acredite no principio norteador. Mas uma SAD para salvar o clube, naõ tem necessáriamente que deixar de ser do clube. E é isso que me revolta. Salvar sim. Tirar não.
    Se o intuito é salvar, separando o futebol, fonte de receitas, do restante negócio, ou melhor não negócio, porque se fazem uns estatutos destes, onde nem se quer se dá preferência aos sócios no aumento de capital?
    E por isso, com muita pena minha, é que este amor, que já foi exacerbado, desmesurado, inconsciente e eu sei lá mais o quê, vai arrefecendo mais, e mais, e mais... É como colocar uma vela acesa dentro de um frasco e a seguir colocar-lhe a tampa. O oxigénio vai faltando, faltando, faltando... até que de repente... a chama apaga-se.
    Salvar o Vitório é constituir uma SAD que permita que futebol negócio e restantes modalidades sobrevivam e que o clube aos poucos se vá reerguendo, porque de outra forma acaba tudo muito rápidamente.
    Saiba que se o clube for à falência, e pelo que vejo não vai haver outra hipótese, a SAD é extinta. A lei diz, que uma SAD tem que deter no minimo 15% do seu capital social no clube que lhe deu origem. Ora, se o clube falir, o clube deixa de ter participação na SAD, como é óbvio, e por isso a SAD é extinta. Diz a lei:
    "PARA QUE A PRIMEIRA SAD CRIADA PELO CLUBE FUNDADOR POSSA CONTINUAR A COMPETIR NO ESCALÃO EM QUE ESTÁ, O CLUBE FUNDADOR TEM DE EXISTIR.
    PORQUE O CLUBE FUNDADOR NUNCA PODE TER MENOS DE 15%. SE O CLUBE FUNDADOR É EXTINTO, A SAD ENTRA EM LIQUIDAÇÃO LOGO APÓS A EXTINÇÃO DO CLUBE, PORQUE DEIXA DE DETER OS 15% MÍNIMOS."
    É isto que me preocupa, quando parece que o que preocupa muita gente é o investimento, os investidores, os resultados, os titulos.
    Em 90 anos não temos titulos, excepção à supertaça, e nem por isso o nosso amor desvaneceu.
    Acreditemos, porque já mais nada nos resta a não ser a fé.

    Desculpe este meu testamento.

    Com os meus cumprimentos
    Francisco Guise

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  4. Boa noite, caro Francisco!
    Em primeiro lugar, nem pense em pedir desculpa por escrever aqui, cada comentário tem um limite de palavras (pré definido pelo “inventor” deste tipo de sítio) … mas, este blogue não … não para palavras como as suas, para palavras vindas de um Vitoriano que sabe estar presente.
    Sabe bem que concordo com algumas das suas opiniões e discordo de outras (poucas), mas respeito todas.
    Continuo com a convicção que as Assembleias Gerais do próximo sábado vão ser crucias para que todas as dúvidas e algumas angústias se dissolvam… assim espero!

    Este humilde “Cantinho” estará sempre ao dispor de todos os que querem o bem do Vitória, tanto para exporem as suas convicções como para serem informados de jogos (de todas as Modalidades), de entrevistas e notícias. Dentro do possível, é o que sempre tentei e continuarei a tentar fazer.

    Continue a passar por aqui, é um gosto tê-lo por cá.
    Cumprimentos.

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