
“Eu vou te contar que você não me conhece...
E eu tenho que gritar isso porque você está surdo e não me ouve!
A sedução me escraviza à você ...
Ao fim de tudo você permanece comigo, mais presa ao que eu criei e não a mim .
E quanto mais falo sobre a verdade inteira um abismo maior nos separa ....
Você não tem um nome, eu tenho...
Você é um rosto na multidão,e eu sou o centro das atenções,
Mas a mentira da aparência do que eu sou,e a mentira da aparência do que você é.
Por que eu, eu não sou o meu nome, e você não é ninguém ...
O jogo perigoso que eu pratico aqui,ele busca a chegar ao limite possível da aproximação.
Através da aceitação, da distância, e do reconhecimento dela.
Entre eu e você existe a notícia que nos separa ...
Eu quero que você me veja nu, eu me dispo da notícia.
E a minha nudez parada, te denuncia, e te espelha...
Eu me delato, tu me relatas...
Eu nos acuso, e confesso por nós.
Assim, me livro das palavras,
Com as quais você me veste.”
(Poema de Fauzi Arap)
“Eu sei que eu tenho um jeito
Meio estúpido de ser
E de dizer coisas que podem magoar e te ofender
Mas cada um tem o seu jeito
Todo próprio de amar e de se defender
Você me acusa e só me preocupa
Agrava mais e mais a minha culpa
Eu faço, e desfaço, contrafeito
O meu defeito é te amar demais
Palavras são palavras
E a gente nem percebe o que disse sem querer
E o que deixou pra depois
Mais o importante é perceber
Que a nossa vida em comum
Depende só e unicamente de nós dois
Eu tento achar um jeito de explicar
Você bem que podia me aceitar
Eu sei que eu tenho um jeito meio estúpido de ser
Mas é assim que eu sei te amar”
(Um jeito estúpido de te amar - Composição: Isolda e Milton Carlos)
Obrigado por ser gentil!
ResponderEliminarAté já!
Romeiro
Se é sem dúvida Amor esta explosão
ResponderEliminarde tantas sensações contraditórias;
a sórdida mistura das memórias,
tão longe da verdade e da invenção;
o espelho deformante; a profusão
de frases insensatas, incensórias;
a címplice partilha nas histórias
do que os outros dirão ou não dirão;
se é sem dúvida Amor a cobardia
de buscar nos lencóis a mais sombria
razão de encaminhamento e de desprezo;
não há dúvida, Amor, que não fujo
e que, por ti, tão cego, surdo sujo,
tenhi vivido eternamente preso!
David Mourão-Ferreira
Romeiro
Romeiro, seja bem aparecido!
ResponderEliminarTudo bem?
Hum … será que este comentário era para esta mensagem?!
Quanto ao “até já”, estou para ver :P
Belo e verdadeiro poema, sim senhor … muito bem empregue!
ResponderEliminarTenha um bom feriado, se for caso disso.