sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

2ª Parte - 15 horas e 4 anos mais tarde

Finalmente, ou talvez não… só acredito depois de ver “isto” como “LEI”.

Fiquei contente (ou menos triste), pelo facto da prova de ingresso na carreira (para quem já há muito estava na dita) ficar anulada, extinção das quotas no 3º escalão e pela ridícula divisão da carreira ter terminado.
Se bem que, neste último ponto, não será bem assim.

Ora vejamos:
A entrega dos objectivos individuais (no ano lectivo passado) e o conhecimento da avaliação de cada um e dos “colegas” que nos estão próximos, cumpriram, na integra, o objectivo do ministério da (des)educação: um enorme fosso entre os Verdadeiros Professores e os docentes “lambe-botas”, assim como os directores incompetentes.

Na passada quarta-feira, tive conhecimento da nota que me foi atribuída (na tal avaliação): Bom de 7.
Cheguei à secretaria, li tudo e pedi uma cópia da avaliação de cada critério, fui informada que não era possível.
Confirmei na lei que, mais uma vez, estavam enganados.
Lá preenchi a folhita, para ter acesso à dita cópia.
Claro que me “precavi” e “já os tenho, sem os ter”.

Como não entreguei os objectivos, nem aquelas tretas todas; ou seja, não cedi a ameaças nem a futuras penalizações; apenas entreguei a auto-avaliação e estive sempre ao dispor dos meus alunos (quer para assuntos escolares, quer para os pessoais), estava à espera de ter zero… como tive sete, lucrei em sete pontos!

Comecei a azedar, quando reparei que fui avaliada em 7, no parâmetro da assiduidade.
Quer dizer, estou na Escola, às 8 da manhã, todos os dias que tenho aulas, nunca faltei e tenho 7?!
Como é possível?
Os outros critérios são discutíveis, mas a assiduidade é matemática, vim sempre, 100% assídua, logo devia ter 10.
Aqui se vê a seriedade desta avaliação.
Pelos vistos sou “boa”, mas pouco.

Ao contrário de criaturas que, não leccionaram a disciplina do grupo a que pertencem, tiveram um horário inferior a 13 horas e temporário (cerca de nove meses), não foram titulares de qualquer turma, já para não falar na competência e integridade desses seres. Mas, é justo dizer que, além do referido, leccionaram a disciplina do grupo a que pertencem durante um mês e pouco e com horário completo.
Mesmo assim, a nota atribuída foi nove (numa escala de 1 a 10).

Pelo que entendo, quem trabalha para os alunos é um reles, quem trabalha para a bajulação é um supra-sumo.

Já para não falar em casos, que excelentes coordenadores tiveram 7 e os seus supostos avaliados 9 ou 10.

Só não contesto a minha nota, pelo simples facto que me conheço muito bem.
Sei que perderia a cabeça… não suporto hipocrisia e falta de respeito.
Não quero pôr em causa a minha carreira, a minha alegria em estar com os alunos, ensiná-los e aprender com eles… por tão pouco, por criaturas indignas de ser tratados por “Professores”, não merecedores de estarem com os nossos alunos.

A minha nota nunca será conquistada na mesa, muito menos na cama!
Como não é uma pseudo-avaliação que vai mudar a minha forma de ser, continuarei a seguir os meus princípios e a minha consciência.
Pouco "boa", mas feliz comigo e com os meus (alunos e amigos)!

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