domingo, 18 de outubro de 2009

Concordo com tudo, até com as vírgulas



“O representante dos alunos do Liceu Camões destacou-se hoje durante as comemorações dos 100 anos da escola ao tecer duras críticas à política educativa, acusando a ministra da Educação de “tirar credibilidade à democracia”.
Pedro Feijó, que discursou de improviso, criticou o que disse serem os “entraves que foram postos à democracia nas escolas pelas novas políticas de Educação” e “a linha de orientação errada que a Educação tomou”. “O que o Ministério fez foi tirar credibilidade à democracia dentro e fora da escola”, sublinhou.Entre os exemplos que considera negativos das políticas educativas do Governo cessante, o aluno apontou o novo Estatuto do Aluno, considerando que, em vez de falar dos estudantes como “os agentes construtores da escola, fala como essas pessoas iguais e padronizados, que vêm às escolas apenas para fazer os seus testes e competir por um futuro que não é garantido e que devia ser um direito”.
Outro exemplo daquilo que considerou “um dos maiores ataques à democracia” é o novo modelo de gestão das escolas, que “tira a representatividade e o poder aos estudantes e outras classes nos órgãos de gestão, dando-o a agentes exteriores à escola”. “Por melhor que essa colaboração pudesse ser, não podemos prescindir de direitos tão fundamentais como a eleição do director da escola e a elaboração do regulamento interno”, sublinhou, motivando fortes aplausos entre a audiência.
Mas, para o jovem estudante, pior do que qualquer lei, “foi a atitude do ministério”.
“Desprezou manifestações com milhares de estudantes, só por sermos menores, como se por sermos estudantes de secundário não tivéssemos uma palavra a dizer.
Desprezou abaixo-assinados, incluindo um com dez mil assinaturas de estudantes, que pediram a revogação destas leis.
Desprezou manifestações com várias dezenas de milhar de professores que lutavam pelos seus direitos, pelas suas escolas”, sustentou.
Uma lição de cidadania e uma visão clara daquilo que foi a desastrosa politica educativa deste governo de uma forma clara e precisa como até hoje não ouvi nenhum professor conseguir fazer.
Merece 20 valores.”

(In wehavekaosinthegarden)

2 comentários:

  1. Sim, é na escola que se prepara o futuro das pessoas e o futuro de um país, e sem conhecimento não há progresso, e os professores são um dos pilares fundamentais da escola pública, mas a escola não é propriedade dos professores. A Escola Pública é de toda a comunidade educativa, não pode continuar a ser uma espécie de "feudo" do poder de alguns professores. Interessante debate.

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  2. Boa tarde!

    Acabou de escrever a palavra-chave: "debate".
    Nada melhor que um belo debate, para alargarmos os nossos horizontes.

    Claro que a Escola não pode ser só dos Professores, muito menos, desses que se dizem detentores da verdade e do saber.
    Para mim, essas criaturas são apenas uns tristes, com uma licenciatura ligada ao Ensino, não são Professores.

    O verdadeiro Professor é aquele que ensina a aprender e aprende a ensinar, que tem como principal foco, cada (e todos os) aluno(s)!

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