Era uma vez, uma linda menina, muito branquinha, com uns belos cachinhos loiros e um olhar muito feliz, cheio de mimo.
Pronto, está bem, não era só o olhar, toda ela era cheia de mimo!
Filha única; da parte paterna era a única neta e a única sobrinha; da parte materna, era a mais novinha, portanto, o centro de todas as atenções e mais algumas.
A princesinha tinha tudo, mas faltava-lhe um mano.
Nunca foi de pedir o que quer que seja, bastava que olhasse com carinha de anjo, para que tivesse o que desejava. A primeira “coisa” que pediu, foi um bebé, mas um bebé a sério, já tinha muitos bebés de brincar.
Até que um dia, lá lhe disseram que ia ter um mano. Claro que não disseram que ia demorar tanto tempo a chegar, nem que ainda não sabia falar, andar, brincar, dizer “Vitória”, … pormenores que não lhe explicaram e que para ela, eram essenciais.
A menina, lá ia falando para a barriga da mãe. Foi uma loucura, quando o mano lhe deu o primeiro pontapé, pensou logo que ia nascer, que finalmente ia ter alguém mais novo para brincar. Mas, ainda teve que esperar mais de quatro longos meses.
Finalmente, chegou a hora do mano sair da barriga da mãe.
Os pais, deixaram-na, de madrugada, com os avós e foram para a maternidade.
Passado umas horas, conheceu o mano. Estava com um fato às estrelinhas pequeninas e era do tamanho dos bebés dela. Mas, chorava muito, como chorava aquela criança (muitas cólicas), nem o podia apertar à vontade.
Quando chegou a casa, estavam todos felizes, a menina delirava com o “brinquedo” novo.
Entretanto, quando o resto da família foi conhecer o novo rebento, a vida da menina “rebentou”.
Embora adorasse o mano, não achava muita piada, quando via toda a gente a dar o mimo dela ao irmão.
Começou por ficar escondida atrás das portas, até que o pai se apercebeu do que se estava a passar naquela cabecinha.
A partir daí, a colecção de “Nenucos” e “Barriguitas”, aumentou consideravelmente.
Bem, lá se foi habituando a partilhar tudo com o mano. O mimo, as pessoas, os brinquedos, a varicela (apegou-lha para não estar sozinha de quarentena), a hora para adormecer (aí dele se adormecesse primeiro – ela tinha medo e acordava-o), entre outros “privilégios”.
Mas, também, lhe ensinou muitas coisas. Só não conseguiu ensinar-lhe a ser do único clube possível, o clube do Rei. Para grande desgosto da menina, o mano é do clube dos passarinhos.
A melhor de todas as coisas que lhe ensinou, foi a arrumar a cozinha.
Quando ele tinha 6 aninhos, ensinou-lhe tudo: levantar a loiça da mesa, passá-la por água, mete-la na máquina, varrer e sacudir a toalha.
Já fazia tudo sozinho e na perfeição. Até que os pais, descobriram que a menina estava a “explorar” o irmão. Ao mano, apenas cabiam as tarefas de varrer a cozinha e sacudir a toalha; o restante cabia à menina. A partir daí, foi mais de um ano a fazer tudo sozinha.
Tinha-o tão educadinho e os pais foram estragar tudo, não se faz.
Os dois meninos cresceram, com tudo a que os irmãos têm direito: brincadeiras, zangas, pontapés, mordiscões, asneiras, confidencias, risos, gargalhadas, desenhos animados, cumplicidade, …
Esta história, começou há pouco mais de 25 anos.
Pois é maninho, já tens um quarto de século: “tadinho de tu, tás belhinho”!
Mas, deixa lá, este ano a vida começa aos 25, para o ano, logo se verá.
Parabéns!
Que fique bem claro, que te dei ontem a minha prenda. Ou pensavas que o Benfica fazia quatro golos, ainda por cima, depois de ter marcado oito, por ser muito bom ; )
Está bem, vai lá ver o que tem o saco que está em cima da camita.
"Até que os pais, descobriram que a menina estava a “explorar” o irmão."
ResponderEliminarAcho que ainda não descobriram... :D *
Caladita primassa... olha que o "Catota" também não ; )
ResponderEliminarEu lá exploraria alguém, continuo uma menina muito santinha, só estou menos loira, no cabelo hi hi hi
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Tanto é que o rapaz ficou traumatizado e agora refugia-se no álcool... :P
ResponderEliminar*******
Traumatizado está, mas usa mais o betadine, o álcool arde muito ;)
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