Benfica 3 - 0 U. Leiria
Marítimo 1 - 1 Nacional
Vitória 2 - 0 Leixões
Olhanense 0 - 0 Sporting
Rio Ave 1 - 2 Paços Ferreira
V. Setúbal 0 - 1 Naval
FC Porto 5 - 1 Sp. Braga
Belenenses 1 - 2 Académica
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Invictus
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Temporal causa sete mortos na ilha da Madeira

"A chuva e vento intensos que estão a atingir este sábado a ilha da Madeira causou sete mortos, informou à SIC uma fonte da Câmara Municipal do Funchal. Desde madrugada que o mau tempo tem provocado o caos em muitas zonas da ilha. A circulação rodoviária e aérea está a ser afectada e há registo de várias derrocadas e inundações. "
(Informação SIC)
"Tadinhos" deles
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Castelo de Neiva
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Dr. House está de volta
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Futebol - 19ª jornada
Paços Ferreira 0 - 0 Sporting
Benfica 1 - 0 Belenenses
Leixões 0 - 0 FC Porto
Nacional 1 - 1 Rio Ave
Académica 1 - 1 Olhanense
U. Leiria 3 - 3 V. Setúbal
Sp. Braga 2 - 1 Marítimo
Naval 0 - 0 Vitória
Benfica 1 - 0 Belenenses
Leixões 0 - 0 FC Porto
Nacional 1 - 1 Rio Ave
Académica 1 - 1 Olhanense
U. Leiria 3 - 3 V. Setúbal
Sp. Braga 2 - 1 Marítimo
Naval 0 - 0 Vitória
Parabéns, Filipe Pinto!
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Milo pode recuar na candidatura à presidência do Vitória
VSC
Parabéns, Paula!

Paulinha!
Adquiriste ciência para prevenir e tratar diferentes tipos de dor.
Mas, lembra-te que possuis o dom de a (dor) transformar em bonitos e saudáveis sorrisos.
Espero que, a vida daqueles que tenham a sorte de se cruzarem contigo, seja iluminada pelo belo e resplandecente sorriso do teu olhar!
Sê feliz!!!
Beijinho.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Os raios do polvo ou os tentáculos do sol
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Censura … mais uma vez
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Simplex prolongado para avaliações urgentes de Professores
"Até à nova lei, quem teve má nota, é contratado ou espera promoção fica no sistema Simplex.
O Ministério da Educação confirmou ontem ao DN estar a dar orientações "a todas as escolas" para que continuem a aplicar o modelo simplificado de avaliação de professores, mas apenas nas situações mais urgentes.
Ou seja: os professores contratados; profissionais que precisam de uma avaliação intercalar; e para a confirmação ou anulação dos efeitos das notas negativas recebidas no biénio 2007-09. Estas indicações são válidas até à entrada em vigor do novo modelo de avaliação, que vai resultar do acordo de princípio assinado em Janeiro entre a ministra, Isabel Alçada, e oito estruturas sindicais.
No caso dos contratados, a nota do Simplex servirá para desbloquear situações como renovação de contratos, participação em concursos e candidatura aos quadros.
Para os professores que precisam da avaliação intercalar, está em causa a subida de escalão, que poderia ser atrasada se o novo regime demorasse a entrar em vigor.
Menos pacífica poderá ser a questão dos professores que tiveram notas negativas (regular ou insuficiente), já que acabará por ser o Simplex - pensado apenas para o ciclo de avaliação que acabou em Dezembro - a confimar ou não os seus desempenhos.
As consequências destas notas - suspensas no ano passado - podem implicar a saída da profissão."
(Recebido por mail)
O Ministério da Educação confirmou ontem ao DN estar a dar orientações "a todas as escolas" para que continuem a aplicar o modelo simplificado de avaliação de professores, mas apenas nas situações mais urgentes.
Ou seja: os professores contratados; profissionais que precisam de uma avaliação intercalar; e para a confirmação ou anulação dos efeitos das notas negativas recebidas no biénio 2007-09. Estas indicações são válidas até à entrada em vigor do novo modelo de avaliação, que vai resultar do acordo de princípio assinado em Janeiro entre a ministra, Isabel Alçada, e oito estruturas sindicais.
No caso dos contratados, a nota do Simplex servirá para desbloquear situações como renovação de contratos, participação em concursos e candidatura aos quadros.
Para os professores que precisam da avaliação intercalar, está em causa a subida de escalão, que poderia ser atrasada se o novo regime demorasse a entrar em vigor.
Menos pacífica poderá ser a questão dos professores que tiveram notas negativas (regular ou insuficiente), já que acabará por ser o Simplex - pensado apenas para o ciclo de avaliação que acabou em Dezembro - a confimar ou não os seus desempenhos.
As consequências destas notas - suspensas no ano passado - podem implicar a saída da profissão."
(Recebido por mail)
Futebol - 18ª jornada
Sporting 1 - 2 Académica
V. Setúbal 1 - 1 Benfica
Olhanense 1 - 0 Nacional
Marítimo 1 - 0 U. Leiria
Rio Ave 2 - 0 Leixões
Vitória 1 - 2 Paços Ferreira
FC Porto 3 - 0 Naval
Belenenses 1 - 3 Braga
V. Setúbal 1 - 1 Benfica
Olhanense 1 - 0 Nacional
Marítimo 1 - 0 U. Leiria
Rio Ave 2 - 0 Leixões
Vitória 1 - 2 Paços Ferreira
FC Porto 3 - 0 Naval
Belenenses 1 - 3 Braga
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
No caminho certo
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Os fracos amedrontam, mandam, afrontam, intimidam e desistem, os fortes lutam com dignidade a favor da verdade

As opiniões dos Conselheiros de Estado são quase unânimes: não há razoes para a dissolução do governo, há condições para governar.
Claro que governar em Democracia (ps com minoria) é bem mais complicado que governar como uma ditadura (ps com maioria)!
Só não entende quem não quer, isto é uma palhaçada, uma afronta aos Portugueses.
Mas, nada de novo, o ps sempre foi assim.
Claro que governar em Democracia (ps com minoria) é bem mais complicado que governar como uma ditadura (ps com maioria)!
Só não entende quem não quer, isto é uma palhaçada, uma afronta aos Portugueses.
Mas, nada de novo, o ps sempre foi assim.
Amor / Amizade

"Perguntei a um sábio,
a diferença que havia
entre amor e amizade,
ele me disse essa verdade...
O Amor é mais sensível,
a Amizade mais segura.
O Amor nos dá asas ,
a Amizade o chão.
No Amor há mais carinho,
na Amizade compreensão.
O Amor é plantado
e com carinho cultivado,
a Amizade vem faceira,
e com troca de alegria e tristeza,
torna-se uma grande e querida
companheira.
Mas quando o Amor é sincero
ele vem com um grande amigo,
e quando a Amizade é concreta,
ela é cheia de amor e carinho.
Quando se tem um amigo
ou uma grande paixão,
ambos sentimentos coexistem
dentro do seu coração."
William J. Bennett
Lágrimas ocultas

" Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...
E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim! "
Florbela Espanca
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Tudo / Nada

Nada de tudo
Ou Tudo de nada?!
Por vezes, o nada diz tudo
E o tudo pode ser resumido a nada
As palavras depois de proferidas já não podem ser apagadas
E nem sempre vamos a tempo de declarar as que ficaram por dizer
Tudo tem um tempo, um momento, um instante
Nada é impossível de ser possível
O silêncio das palavras pode ser o melhor dos diálogos
Desde que a linguagem utilizada seja o verdadeiro olhar.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Rosa Lobato Faria

Actriz, compositora, escritora, … Mulher!
Uma grande Senhora que, a partir de hoje, será uma enorme estrela sorridente.
Sorriso
"O sorriso é uma chave
Que abre portas e janelas.
Entre muitas coisas mágicas
O sorriso é uma delas.
O sorriso é simpatia
Também pode ser amor.
O sorriso tem magia
Tem ternura e calor.
O sorriso dá carinho
O sorriso faz amigos.
Constrói tu, no teu caminho
Uma ponte de sorrisos"
Rosa Lobato de Faria.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Ouvi Dizer

Ouvi dizer que o nosso amor acabou.
Pois eu não tive a noção do seu fim!
Pelo que eu já tentei,
Eu não vou vê-lo em mim:
Se eu não tive a noção de ver nascer um homem.
E ao que eu vejo,
Tudo foi para ti
Uma estúpida canção que só eu ouvi!
E eu fiquei com tanto para dar!
E agora
Não vais achar nada bem
Que eu pague a conta em raiva!
E pudesse eu pagar de outra forma!
Ouvi dizer que o mundo acaba amanhã,
E eu tinha tantos planos pra depois!
Fui eu quem virou as páginas
Na pressa de chegar até nós;
Sem tirar das palavras seu cruel sentido!
Sobre a razão estar cega:
Resta-me apenas uma razão,
Um dia vais ser tu
E um homem como tu;
Como eu não fui;
Um dia vou-te ouvir dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma!
Sei que um dia vais dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma!
A cidade está deserta,
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.
Em todo o lado essa palavra
Repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga! Ora doce!
Pra nos lembrar que o amor é uma doença,
Quando nele julgamos ver a nossa cura!
Ornatos Violeta
domingo, 31 de janeiro de 2010
Entre AMIGOS

Tinha saudades de jantar com os meus, com a minha gente … gente boa, divertida, sincera, lutadora, verdadeira!
A refeição, também, ajudou, assim como o nome do restaurante.
Esteve tudo melhor que nunca (pronto, está bem, o Vitória devia ter ganho).
Claro que só podia ter corrido “excelentemente excelente”!
sábado, 30 de janeiro de 2010
Futebol - 17ª jornada
Braga 1 - 0 Sporting
U. Leiria 2 - 0 Olhanense
Naval 1 - 0 Belenenses
Nacional 0 - 4 FC Porto
Benfica 3 - 1 Vitória
V. Setúbal 2 - 2 Rio Ave
Paços Ferreira 2 - 1 Académica
Leixões 1 - 2 Marítimo
U. Leiria 2 - 0 Olhanense
Naval 1 - 0 Belenenses
Nacional 0 - 4 FC Porto
Benfica 3 - 1 Vitória
V. Setúbal 2 - 2 Rio Ave
Paços Ferreira 2 - 1 Académica
Leixões 1 - 2 Marítimo
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Pasión - Rodrigo Leão

No me olvides
yo me muero
Amor
mi vida es sufrimiento
Yo
te quiero en mi camino
Por vos
cambiaba mi destino
Ay,
abrázame esta noche
aunque no tengas ganas
prefiero que me mientas
tristes breves nuestras vidas
acércate a mí
abrázame a ti por Dios
entrégate a mis brazos.
Tengo
un corazón penando
Yo sé
que vos lo está escuchando
Con
mil lágrimas te quiero
Pasións
os mi amor sincero
Ay,
abrázame esta noche
aunque no tengas ganas
prefiero que me mientas
tristes breves nuestras vidas
acércate a mí
abrázame a ti por Dios
entrégate a mis brazos
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Anjo triste

Como consular um anjo?
Como sarar as feridas?
Como secar as lágrimas?
Como curar a dor da alma?
Como colocar um sorriso no olhar?
Como?!
Fico sem palavras
Sem gota de sangue
Sem reacção
Sem …
Apenas lhe "ordeno":
Limpa as lágrimas
Escorraça a tristeza
Dá uma valente gargalhada à dor
Coloca um sorriso em cada momento
Arrisca
Luta pelo que acreditas
Carrega baterias com abraços de amigos
Não deixes de sentir o aroma da simplicidade
De olhar cada crepúsculo
De honrar cada pôr-do-sol
De contemplar cada instante
Ergue as asas e voa,
Voa bem alto
De encontro à felicidade
De encontro à vida!
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
O protesto e a dissidência
"Maria de Lurdes Rodrigues foi, durante quatro anos, o rosto de uma guerra suja, aparentemente de dúbio significado, quando se tem em conta os recentes resultados obtidos por Isabel Alçada. Refiro-me, está bem de ver, ao conflito, sem precedentes...
Maria de Lurdes Rodrigues foi, durante quatro anos, o rosto de uma guerra suja, aparentemente de dúbio significado, quando se tem em conta os recentes resultados obtidos por Isabel Alçada. Refiro-me, está bem de ver, ao conflito, sem precedentes, que a ex-ministra da Educação manteve, implacável e obstinada, com os professores. Maria de Lurdes Rodrigues foi o rosto de uma política ordenada e desencadeada por José Sócrates. Num Governo, qualquer que ele seja, não há decisões unilaterais: obedecem a um todo e assentam, fundamentalmente, na doutrina do primeiro-ministro. Maria de Lurdes Rodrigues foi enxovalhada, alvo de medonhas chacotas, objecto das críticas mais violentas, e aguentou, firme e inabalável, assumindo, pessoalmente, uma responsabilidade que lhe não pertencia em sistema de exclusividade.
As idas da senhora ao Parlamento chegaram a ser pungentes. Não sabia o que dizer, e o que dizia não convencia ninguém. Apenas um pormenor permanecia: ela não arredava um milímetro das resoluções tomadas, por mais absurdas e tresmalhadas que fossem. Impávido e sereno, José Sócrates parecia talhado em pedra. De vez em quando, Augusto Santos Silva ia em socorro da senhora, sussurrando umas frases solidárias, quando as intervenções da oposição atingiam as raias da impiedade.
Quatro anos, quatro longos e dolorosos anos durou esta guerra sem sentido. Quando o tormento passou, Maria de Lurdes Rodrigues confessou-se extenuada, mas que descansaria durante um ano sabático. Bom. Soube-se, agora, que, em breve, vai sentar-se no gabinete de presidente da FLAD (Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento), substituindo Rui Machete, que considerou a escolha de Sócrates muito acertada. Dias antes, na RTP, Marcelo Rebelo de Sousa, ironicamente cauto, declarou ignorar os méritos da ex-ministra relativamente às questões atlânticas.
Devo dizer, à puridade, que não me espanta ou indigna a nomeação. No entanto, a celeridade do acto não deixa de causar engulhos. Mas o poder é assim que procede a quem obedece sem recalcitrar. O número de fundações, instituições semipúblicas ou públicas, bancos, associações de reflexão, que, ao longo dos anos, têm dado guarida, acaso com chorudos vencimentos e trabalhos que não tuberculizam ninguém, ao pessoal sem emprego momentâneo, mas que serviu o chefe (qualquer que ele seja) com devoção e zelo.
Há outras "aberturas", bem entendido. Uma das quais, certamente a mais apetecida, ser deputado no Parlamento Europeu. O forte cheiro a suor que evola dos sovacos daqueles senhores fornece-nos a medida exacta das suas fadigas. Se passearmos, displicentemente, os olhos pela lista de "políticos" promovidos, nos últimos anos, a serviçais da pátria, por desinteressados serviços prestados ao povo - chegamo-nos a comover, com tamanha abnegação e tal espírito de sacrifício.
Quando chego a este ponto, recordo a espantosa declaração feita por um estipendiado do PS que, em entrevista célebre, confessou: "Estou muito cansado da política; mas disponível para me deslocar para a Europa." Obviamente, deslocou-se. Claro que há mais, sobretudo de gente procedente dos dois partidos "do arco do poder." São pagamentos de favores, retribuição de obediências, soldadas aos que não se insurgiram. Não há volta a dar. O pior de isto tudo é que isto tudo é considerado normal.
Certo jornalismo, tão propenso ao varejo de insignificâncias e às manigâncias dos ajustes de contas, talvez devesse seguir a "carreira" de muita gente e revelar o que de apreciável ela fez para merecer o fruto e o usufruto da situação de que beneficia. Não se trata de moralização de costumes. Não há ninguém imaculado, e os moralistas irritam-me por sacripantas. Trata-se, sobretudo, de assear a democracia, de limpar os ideais republicanos, sobre os quais têm tripudiado aqueles que passam impunes a todas as malfeitorias.
Há dias, Mário Soares incitou-nos a combater o "derrotismo" que se apoderou dos nossos espíritos. O nosso "derrotismo" generalizou-se quando nos apercebemos de que quem pagava as favas eram sempre os mesmos. E que não há dinheiro para nada a não ser para salvar bancos. As iniquidades são ultrajantes. As injustiças, imperdoáveis. O "derrotismo" português resulta das derrotas constantes, dos vexames insuportáveis, das humilhações inomináveis a que somos submetidos por uma classe dirigente desprovida de sentido de honra e calafetada no interior dos seus interesses.
O poder está lá para premiar quem é dócil, para promover quem é submisso. O "derrotismo" nasce das desproporções. E viceja quando morreram os motivos das grandes exaltações cívicas. Isto é de mais. Que fazer? Manifestar o nosso direito à indignação, seguindo a frase famosa do próprio Mário Soares. Copiar os professores. Duzentos mil a gritarem "não" deixa de ser um protesto para constituir uma dissidência."
Por Baptista Bastos, (In Jornal de Negócios online)
Maria de Lurdes Rodrigues foi, durante quatro anos, o rosto de uma guerra suja, aparentemente de dúbio significado, quando se tem em conta os recentes resultados obtidos por Isabel Alçada. Refiro-me, está bem de ver, ao conflito, sem precedentes, que a ex-ministra da Educação manteve, implacável e obstinada, com os professores. Maria de Lurdes Rodrigues foi o rosto de uma política ordenada e desencadeada por José Sócrates. Num Governo, qualquer que ele seja, não há decisões unilaterais: obedecem a um todo e assentam, fundamentalmente, na doutrina do primeiro-ministro. Maria de Lurdes Rodrigues foi enxovalhada, alvo de medonhas chacotas, objecto das críticas mais violentas, e aguentou, firme e inabalável, assumindo, pessoalmente, uma responsabilidade que lhe não pertencia em sistema de exclusividade.
As idas da senhora ao Parlamento chegaram a ser pungentes. Não sabia o que dizer, e o que dizia não convencia ninguém. Apenas um pormenor permanecia: ela não arredava um milímetro das resoluções tomadas, por mais absurdas e tresmalhadas que fossem. Impávido e sereno, José Sócrates parecia talhado em pedra. De vez em quando, Augusto Santos Silva ia em socorro da senhora, sussurrando umas frases solidárias, quando as intervenções da oposição atingiam as raias da impiedade.
Quatro anos, quatro longos e dolorosos anos durou esta guerra sem sentido. Quando o tormento passou, Maria de Lurdes Rodrigues confessou-se extenuada, mas que descansaria durante um ano sabático. Bom. Soube-se, agora, que, em breve, vai sentar-se no gabinete de presidente da FLAD (Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento), substituindo Rui Machete, que considerou a escolha de Sócrates muito acertada. Dias antes, na RTP, Marcelo Rebelo de Sousa, ironicamente cauto, declarou ignorar os méritos da ex-ministra relativamente às questões atlânticas.
Devo dizer, à puridade, que não me espanta ou indigna a nomeação. No entanto, a celeridade do acto não deixa de causar engulhos. Mas o poder é assim que procede a quem obedece sem recalcitrar. O número de fundações, instituições semipúblicas ou públicas, bancos, associações de reflexão, que, ao longo dos anos, têm dado guarida, acaso com chorudos vencimentos e trabalhos que não tuberculizam ninguém, ao pessoal sem emprego momentâneo, mas que serviu o chefe (qualquer que ele seja) com devoção e zelo.
Há outras "aberturas", bem entendido. Uma das quais, certamente a mais apetecida, ser deputado no Parlamento Europeu. O forte cheiro a suor que evola dos sovacos daqueles senhores fornece-nos a medida exacta das suas fadigas. Se passearmos, displicentemente, os olhos pela lista de "políticos" promovidos, nos últimos anos, a serviçais da pátria, por desinteressados serviços prestados ao povo - chegamo-nos a comover, com tamanha abnegação e tal espírito de sacrifício.
Quando chego a este ponto, recordo a espantosa declaração feita por um estipendiado do PS que, em entrevista célebre, confessou: "Estou muito cansado da política; mas disponível para me deslocar para a Europa." Obviamente, deslocou-se. Claro que há mais, sobretudo de gente procedente dos dois partidos "do arco do poder." São pagamentos de favores, retribuição de obediências, soldadas aos que não se insurgiram. Não há volta a dar. O pior de isto tudo é que isto tudo é considerado normal.
Certo jornalismo, tão propenso ao varejo de insignificâncias e às manigâncias dos ajustes de contas, talvez devesse seguir a "carreira" de muita gente e revelar o que de apreciável ela fez para merecer o fruto e o usufruto da situação de que beneficia. Não se trata de moralização de costumes. Não há ninguém imaculado, e os moralistas irritam-me por sacripantas. Trata-se, sobretudo, de assear a democracia, de limpar os ideais republicanos, sobre os quais têm tripudiado aqueles que passam impunes a todas as malfeitorias.
Há dias, Mário Soares incitou-nos a combater o "derrotismo" que se apoderou dos nossos espíritos. O nosso "derrotismo" generalizou-se quando nos apercebemos de que quem pagava as favas eram sempre os mesmos. E que não há dinheiro para nada a não ser para salvar bancos. As iniquidades são ultrajantes. As injustiças, imperdoáveis. O "derrotismo" português resulta das derrotas constantes, dos vexames insuportáveis, das humilhações inomináveis a que somos submetidos por uma classe dirigente desprovida de sentido de honra e calafetada no interior dos seus interesses.
O poder está lá para premiar quem é dócil, para promover quem é submisso. O "derrotismo" nasce das desproporções. E viceja quando morreram os motivos das grandes exaltações cívicas. Isto é de mais. Que fazer? Manifestar o nosso direito à indignação, seguindo a frase famosa do próprio Mário Soares. Copiar os professores. Duzentos mil a gritarem "não" deixa de ser um protesto para constituir uma dissidência."
Por Baptista Bastos, (In Jornal de Negócios online)
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Parabéns, Paulo!
domingo, 24 de janeiro de 2010
Dunas

Dunas, são como divãs,
Biombos indiscretos de alcatrão sujo
Rasgados por cactos e hortelãs,
Deitados nas Dunas, alheios a tudo,
Olhos penetrantes,
Pensamentos lavados.
Bebemos dos lábios, refrescos gelados
Selamos segredos,
Saltamos rochedos,
Em câmara lenta como na TV,
Palavras a mais na idade dos “PORQUÊ”
Dunas, como que são divãs
Quem nos visse deitados de cabelos molhados bastante enrolados
Sacos camas salgados,
Nas Dunas, roendo maçãs
A ver garrafas de óleo boiando vazias nas ondas da manhã
Bebemos dos lábios, refrescos gelados,
nas dunas!
Em câmara lenta como na TV,
Nas dunas..
Nas dunas..
Nas dunas…
Nas dunas..
Refrescos gelados…
Como na TV.
Nas dunas…
GNR (1985)
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Português moderno ... ou não
A NOVA LÍNGUA PORTUGUESA
Desde que os americanos se lembraram de começar a chamar aos pretos 'afro-americanos', com vista a acabar com as raças por via gramatical, isto tem sido um fartote pegado!
As criadas dos anos 70 passaram a 'empregadas domésticas' e preparam-se agora para receber a menção de 'auxiliares de apoio doméstico' .
De igual modo, extinguiram-se nas escolas os 'contínuos' que passaram todos a 'auxiliares da acção educativa'.
Os vendedores de medicamentos, com alguma prosápia, tratam-se por 'delegados de informação médica'. E pelo mesmo processo transmudaram-se os caixeiros-viajantes em 'técnicos de vendas'.
O aborto eufemizou-se em 'interrupção voluntária da gravidez';
Os gangs étnicos são 'grupos de jovens'. Os operários fizeram-se de repente 'colaboradores';
As fábricas, essas, vistas de dentro são 'unidades produtivas'e vistas da estranja são 'centros de decisão nacionais'.
O analfabetismo desapareceu da crosta portuguesa, cedendo o passo à 'iliteracia' galopante.Desapareceram dos comboios as 1.ª e 2.ª classes, para não ferir a susceptibilidade social das massas hierarquizadas, mas por imperscrutáveis necessidades de tesouraria continuam a cobrar-se preços distintos nas classes 'Conforto' e 'Turística'.
A Ágata, rainha do pimba, cantava chorosa: «Sou mãe solteira...» ; agora, se quiser acompanhar os novos tempos, deve alterar a letra da pungente melodia: «Tenho uma família monoparental...» - eis o novo verso da cançoneta, se quiser fazer jus à modernidade impante.
Aquietadas pela televisão, já se não vêem por aí aos pinotes crianças irrequietas e «terroristas»; diz-se modernamente que têm um 'comportamento disfuncional hiperactivo'
Do mesmo modo, e para felicidade dos 'encarregados de educação' , os brilhantes programas escolares extinguiram os alunos cábulas; tais estudantes serão, quando muito, 'crianças de desenvolvimento instável'.
Ainda há cegos, infelizmente. Mas como a palavra fosse considerada desagradável e até aviltante, quem não vê é considerado 'invisual'. (O termo é gramaticalmente impróprio, como impróprio seria chamar inauditivos aos surdos - mas o 'politicamente correcto' marimba-se para as regras gramaticais...)As putas passaram a ser 'senhoras de alterne'.
Para compor o ramalhete e se darem ares, as gentes cultas da praça desbocam-se em 'implementações', 'posturas pró-activas', 'políticas fracturantes' e outros barbarismos da linguagem.
E assim linguajamos o Português, vagueando perdidos entre a «correcção política» e o novo-riquismo linguístico. Estamos lixados com este 'novo português'; não admira que o pessoal tenha cada vez mais esgotamentos e stress.
Já não se diz o que se pensa, tem de se pensar o que se diz de forma 'politicamente correcta'.
E falta ainda esclarecer que os tradicionais "anões" estão em vias de passar a "cidadãos verticalmente desfavorecidos"...
Os idiotas e imbecis passam a designar-se por "indivíduos com atitude não vinculativa"
Os pretos passaram a ser pessoas de cor.
O mongolismo passou a designar-se síndroma do cromossoma 21.
Os gordos e os magros passaram a ser pessoas com disfunção alimentar.
Os mentirosos passam a ser "pessoas com muita imaginação"
Os que fazem desfalques nas empresas e são descobertos são "pessoas com grande visão empresarial mas que estão rodeados de invejosos"
Para autarcas e políticos, afirmar que "eu tenho impunidade judicial", foi substituído por "estar de consciência tranquila". O conceito de corrupção organizada foi substituído pela palavra "sistema".
Difícil, dramático, desastroso, congestionado, problemático, etc., passou a ser sinónimo de complicado.
(Recebido por mail)
Desde que os americanos se lembraram de começar a chamar aos pretos 'afro-americanos', com vista a acabar com as raças por via gramatical, isto tem sido um fartote pegado!
As criadas dos anos 70 passaram a 'empregadas domésticas' e preparam-se agora para receber a menção de 'auxiliares de apoio doméstico' .
De igual modo, extinguiram-se nas escolas os 'contínuos' que passaram todos a 'auxiliares da acção educativa'.
Os vendedores de medicamentos, com alguma prosápia, tratam-se por 'delegados de informação médica'. E pelo mesmo processo transmudaram-se os caixeiros-viajantes em 'técnicos de vendas'.
O aborto eufemizou-se em 'interrupção voluntária da gravidez';
Os gangs étnicos são 'grupos de jovens'. Os operários fizeram-se de repente 'colaboradores';
As fábricas, essas, vistas de dentro são 'unidades produtivas'e vistas da estranja são 'centros de decisão nacionais'.
O analfabetismo desapareceu da crosta portuguesa, cedendo o passo à 'iliteracia' galopante.Desapareceram dos comboios as 1.ª e 2.ª classes, para não ferir a susceptibilidade social das massas hierarquizadas, mas por imperscrutáveis necessidades de tesouraria continuam a cobrar-se preços distintos nas classes 'Conforto' e 'Turística'.
A Ágata, rainha do pimba, cantava chorosa: «Sou mãe solteira...» ; agora, se quiser acompanhar os novos tempos, deve alterar a letra da pungente melodia: «Tenho uma família monoparental...» - eis o novo verso da cançoneta, se quiser fazer jus à modernidade impante.
Aquietadas pela televisão, já se não vêem por aí aos pinotes crianças irrequietas e «terroristas»; diz-se modernamente que têm um 'comportamento disfuncional hiperactivo'
Do mesmo modo, e para felicidade dos 'encarregados de educação' , os brilhantes programas escolares extinguiram os alunos cábulas; tais estudantes serão, quando muito, 'crianças de desenvolvimento instável'.
Ainda há cegos, infelizmente. Mas como a palavra fosse considerada desagradável e até aviltante, quem não vê é considerado 'invisual'. (O termo é gramaticalmente impróprio, como impróprio seria chamar inauditivos aos surdos - mas o 'politicamente correcto' marimba-se para as regras gramaticais...)As putas passaram a ser 'senhoras de alterne'.
Para compor o ramalhete e se darem ares, as gentes cultas da praça desbocam-se em 'implementações', 'posturas pró-activas', 'políticas fracturantes' e outros barbarismos da linguagem.
E assim linguajamos o Português, vagueando perdidos entre a «correcção política» e o novo-riquismo linguístico. Estamos lixados com este 'novo português'; não admira que o pessoal tenha cada vez mais esgotamentos e stress.
Já não se diz o que se pensa, tem de se pensar o que se diz de forma 'politicamente correcta'.
E falta ainda esclarecer que os tradicionais "anões" estão em vias de passar a "cidadãos verticalmente desfavorecidos"...
Os idiotas e imbecis passam a designar-se por "indivíduos com atitude não vinculativa"
Os pretos passaram a ser pessoas de cor.
O mongolismo passou a designar-se síndroma do cromossoma 21.
Os gordos e os magros passaram a ser pessoas com disfunção alimentar.
Os mentirosos passam a ser "pessoas com muita imaginação"
Os que fazem desfalques nas empresas e são descobertos são "pessoas com grande visão empresarial mas que estão rodeados de invejosos"
Para autarcas e políticos, afirmar que "eu tenho impunidade judicial", foi substituído por "estar de consciência tranquila". O conceito de corrupção organizada foi substituído pela palavra "sistema".
Difícil, dramático, desastroso, congestionado, problemático, etc., passou a ser sinónimo de complicado.
(Recebido por mail)
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Taça
Rio Ave 2 - 2 Vitória
Após prolongamento: Rio Ave 2 - 2 Vitória
Ficou tudo decidido nas grandes penalidades: 4 - 2
Após prolongamento: Rio Ave 2 - 2 Vitória
Ficou tudo decidido nas grandes penalidades: 4 - 2
Há anéis para tudo e todos
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
(Des)acordo ortográfico

Factos !!! Quando o Papa Paulo VI veio a Portugal, vivíamos em 'ditadura',
sendo Presidente do Conselho - Salazar. O Papa perguntou-lhe qual o motivo de ter tantos Ministros, obtendo a seguinte resposta:
- Santidade, Jesus tinha 12 apóstolos e eu tenho 12 Ministros.!
Agora, quando o Papa Bento XVI visitar Portugal e perguntar ao Primeiro-Ministro
para quê 40 Ministros e Secretários de Estado???...... este, certamente, responderá:
- Bem, Santidade !... Ali Babá tinha 40 ladrões !!!!!!!."
(Recebido por mail)
Nada mais certo que isto.
Pois é... factos são factos ou de acordo com o novo (des)acordo ortográfico: fatos são fatos... para o Sócrates é mais isso.
Por falar em acordo ortográfico, sou e sempre serei contra esta palhaçada.
Nunca gostei de circo, muito menos na” minha língua”.
Afinal, foram os portugueses que descobriram o Brasil ou os brasileiros que descobriram Portugal?!
Que mania é esta de andarmos sempre de joelhos perante “gentes mais avultadas” ?!
Sou demasiado bairrista para me sujeitar a isto.
Como sempre digo, antes morrer de pé que passar a vida de joelhos!!!
domingo, 17 de janeiro de 2010
Sê

"Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.
Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas"
De Pablo Neruda
sábado, 16 de janeiro de 2010
Futebol - 16ª jornada
Olhanense 1 - 0 Naval
Vitória 2 - 2 V. Setúbal
FC Porto 1 - 1 Paços Ferreira
Sporting 3 - 2 Nacional
Belenenses 1 - 3 Leixões
Rio Ave 0 - 2 U. Leiria
Académica 0 - 2 Sp. Braga
Marítimo 0 - 5 Benfica
Vitória 2 - 2 V. Setúbal
FC Porto 1 - 1 Paços Ferreira
Sporting 3 - 2 Nacional
Belenenses 1 - 3 Leixões
Rio Ave 0 - 2 U. Leiria
Académica 0 - 2 Sp. Braga
Marítimo 0 - 5 Benfica
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Já há data para o dia da liberdade
Amores Platónicos

Tais amores, fomentam
As mesmas mágoas
As mesmas dores
Os mesmos anseios
Dos amores reais
Em tudo igual, mas virtual, irreal.
Mas, estes magoam muito mais
Deixam cicatrizes mais difíceis de restaurar
Pois nunca deixam sentir o sabor do beijo,
o calor do abraço, o cheiro do toque
Ainda assim, quando acabam
Trazem um vazio incalculável
O brilho dos dias diminui
A alegria esvai-se
O vazio instala-se juntamente com tristeza
É aí que a solidão é levada ao extremo
Chora-se, grita-se, sofre-se em silêncio
Por um amor surdo
Que apenas existiu na tela do nosso pensamento
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
O que transporta o vento
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Carlsberg Cup
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Estar contigo

Nada se compara ao regozijo de estar contigo
Nem a beleza do crepúsculo
Nem a magia do pôr-do-sol
Nem o aroma do orvalho na Primavera
Nem a beleza do crepúsculo
Nem a magia do pôr-do-sol
Nem o aroma do orvalho na Primavera
Nem o ouro das ruas no Outono
Nem o aconchego de uma lareira
Nem o azul do céu ou do mar
Nem o brilho das estrelas
Nem o sorriso da lua
Estar contigo é saborear a vida
Ter a capacidade de nunca deixar de sonhar
Viver esses sonhos
É ter o teu olhar no meu
A tua boca no meu sorriso
É alcançar o infinito e ir mais além
Estar contigo é permanecer com um sorriso no olhar!
Nem o aconchego de uma lareira
Nem o azul do céu ou do mar
Nem o brilho das estrelas
Nem o sorriso da lua
Estar contigo é saborear a vida
Ter a capacidade de nunca deixar de sonhar
Viver esses sonhos
É ter o teu olhar no meu
A tua boca no meu sorriso
É alcançar o infinito e ir mais além
Estar contigo é permanecer com um sorriso no olhar!
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