Paços Ferreira 0 - 0 Sporting
Benfica 1 - 0 Belenenses
Leixões 0 - 0 FC Porto
Nacional 1 - 1 Rio Ave
Académica 1 - 1 Olhanense
U. Leiria 3 - 3 V. Setúbal
Sp. Braga 2 - 1 Marítimo
Naval 0 - 0 Vitória
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Parabéns, Filipe Pinto!
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Milo pode recuar na candidatura à presidência do Vitória
VSC
Parabéns, Paula!

Paulinha!
Adquiriste ciência para prevenir e tratar diferentes tipos de dor.
Mas, lembra-te que possuis o dom de a (dor) transformar em bonitos e saudáveis sorrisos.
Espero que, a vida daqueles que tenham a sorte de se cruzarem contigo, seja iluminada pelo belo e resplandecente sorriso do teu olhar!
Sê feliz!!!
Beijinho.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Os raios do polvo ou os tentáculos do sol
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Censura … mais uma vez
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Simplex prolongado para avaliações urgentes de Professores
"Até à nova lei, quem teve má nota, é contratado ou espera promoção fica no sistema Simplex.
O Ministério da Educação confirmou ontem ao DN estar a dar orientações "a todas as escolas" para que continuem a aplicar o modelo simplificado de avaliação de professores, mas apenas nas situações mais urgentes.
Ou seja: os professores contratados; profissionais que precisam de uma avaliação intercalar; e para a confirmação ou anulação dos efeitos das notas negativas recebidas no biénio 2007-09. Estas indicações são válidas até à entrada em vigor do novo modelo de avaliação, que vai resultar do acordo de princípio assinado em Janeiro entre a ministra, Isabel Alçada, e oito estruturas sindicais.
No caso dos contratados, a nota do Simplex servirá para desbloquear situações como renovação de contratos, participação em concursos e candidatura aos quadros.
Para os professores que precisam da avaliação intercalar, está em causa a subida de escalão, que poderia ser atrasada se o novo regime demorasse a entrar em vigor.
Menos pacífica poderá ser a questão dos professores que tiveram notas negativas (regular ou insuficiente), já que acabará por ser o Simplex - pensado apenas para o ciclo de avaliação que acabou em Dezembro - a confimar ou não os seus desempenhos.
As consequências destas notas - suspensas no ano passado - podem implicar a saída da profissão."
(Recebido por mail)
O Ministério da Educação confirmou ontem ao DN estar a dar orientações "a todas as escolas" para que continuem a aplicar o modelo simplificado de avaliação de professores, mas apenas nas situações mais urgentes.
Ou seja: os professores contratados; profissionais que precisam de uma avaliação intercalar; e para a confirmação ou anulação dos efeitos das notas negativas recebidas no biénio 2007-09. Estas indicações são válidas até à entrada em vigor do novo modelo de avaliação, que vai resultar do acordo de princípio assinado em Janeiro entre a ministra, Isabel Alçada, e oito estruturas sindicais.
No caso dos contratados, a nota do Simplex servirá para desbloquear situações como renovação de contratos, participação em concursos e candidatura aos quadros.
Para os professores que precisam da avaliação intercalar, está em causa a subida de escalão, que poderia ser atrasada se o novo regime demorasse a entrar em vigor.
Menos pacífica poderá ser a questão dos professores que tiveram notas negativas (regular ou insuficiente), já que acabará por ser o Simplex - pensado apenas para o ciclo de avaliação que acabou em Dezembro - a confimar ou não os seus desempenhos.
As consequências destas notas - suspensas no ano passado - podem implicar a saída da profissão."
(Recebido por mail)
Futebol - 18ª jornada
Sporting 1 - 2 Académica
V. Setúbal 1 - 1 Benfica
Olhanense 1 - 0 Nacional
Marítimo 1 - 0 U. Leiria
Rio Ave 2 - 0 Leixões
Vitória 1 - 2 Paços Ferreira
FC Porto 3 - 0 Naval
Belenenses 1 - 3 Braga
V. Setúbal 1 - 1 Benfica
Olhanense 1 - 0 Nacional
Marítimo 1 - 0 U. Leiria
Rio Ave 2 - 0 Leixões
Vitória 1 - 2 Paços Ferreira
FC Porto 3 - 0 Naval
Belenenses 1 - 3 Braga
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
No caminho certo
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Os fracos amedrontam, mandam, afrontam, intimidam e desistem, os fortes lutam com dignidade a favor da verdade

As opiniões dos Conselheiros de Estado são quase unânimes: não há razoes para a dissolução do governo, há condições para governar.
Claro que governar em Democracia (ps com minoria) é bem mais complicado que governar como uma ditadura (ps com maioria)!
Só não entende quem não quer, isto é uma palhaçada, uma afronta aos Portugueses.
Mas, nada de novo, o ps sempre foi assim.
Claro que governar em Democracia (ps com minoria) é bem mais complicado que governar como uma ditadura (ps com maioria)!
Só não entende quem não quer, isto é uma palhaçada, uma afronta aos Portugueses.
Mas, nada de novo, o ps sempre foi assim.
Amor / Amizade

"Perguntei a um sábio,
a diferença que havia
entre amor e amizade,
ele me disse essa verdade...
O Amor é mais sensível,
a Amizade mais segura.
O Amor nos dá asas ,
a Amizade o chão.
No Amor há mais carinho,
na Amizade compreensão.
O Amor é plantado
e com carinho cultivado,
a Amizade vem faceira,
e com troca de alegria e tristeza,
torna-se uma grande e querida
companheira.
Mas quando o Amor é sincero
ele vem com um grande amigo,
e quando a Amizade é concreta,
ela é cheia de amor e carinho.
Quando se tem um amigo
ou uma grande paixão,
ambos sentimentos coexistem
dentro do seu coração."
William J. Bennett
Lágrimas ocultas

" Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...
E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim! "
Florbela Espanca
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Tudo / Nada

Nada de tudo
Ou Tudo de nada?!
Por vezes, o nada diz tudo
E o tudo pode ser resumido a nada
As palavras depois de proferidas já não podem ser apagadas
E nem sempre vamos a tempo de declarar as que ficaram por dizer
Tudo tem um tempo, um momento, um instante
Nada é impossível de ser possível
O silêncio das palavras pode ser o melhor dos diálogos
Desde que a linguagem utilizada seja o verdadeiro olhar.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Rosa Lobato Faria

Actriz, compositora, escritora, … Mulher!
Uma grande Senhora que, a partir de hoje, será uma enorme estrela sorridente.
Sorriso
"O sorriso é uma chave
Que abre portas e janelas.
Entre muitas coisas mágicas
O sorriso é uma delas.
O sorriso é simpatia
Também pode ser amor.
O sorriso tem magia
Tem ternura e calor.
O sorriso dá carinho
O sorriso faz amigos.
Constrói tu, no teu caminho
Uma ponte de sorrisos"
Rosa Lobato de Faria.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Ouvi Dizer

Ouvi dizer que o nosso amor acabou.
Pois eu não tive a noção do seu fim!
Pelo que eu já tentei,
Eu não vou vê-lo em mim:
Se eu não tive a noção de ver nascer um homem.
E ao que eu vejo,
Tudo foi para ti
Uma estúpida canção que só eu ouvi!
E eu fiquei com tanto para dar!
E agora
Não vais achar nada bem
Que eu pague a conta em raiva!
E pudesse eu pagar de outra forma!
Ouvi dizer que o mundo acaba amanhã,
E eu tinha tantos planos pra depois!
Fui eu quem virou as páginas
Na pressa de chegar até nós;
Sem tirar das palavras seu cruel sentido!
Sobre a razão estar cega:
Resta-me apenas uma razão,
Um dia vais ser tu
E um homem como tu;
Como eu não fui;
Um dia vou-te ouvir dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma!
Sei que um dia vais dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma!
A cidade está deserta,
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.
Em todo o lado essa palavra
Repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga! Ora doce!
Pra nos lembrar que o amor é uma doença,
Quando nele julgamos ver a nossa cura!
Ornatos Violeta
domingo, 31 de janeiro de 2010
Entre AMIGOS

Tinha saudades de jantar com os meus, com a minha gente … gente boa, divertida, sincera, lutadora, verdadeira!
A refeição, também, ajudou, assim como o nome do restaurante.
Esteve tudo melhor que nunca (pronto, está bem, o Vitória devia ter ganho).
Claro que só podia ter corrido “excelentemente excelente”!
sábado, 30 de janeiro de 2010
Futebol - 17ª jornada
Braga 1 - 0 Sporting
U. Leiria 2 - 0 Olhanense
Naval 1 - 0 Belenenses
Nacional 0 - 4 FC Porto
Benfica 3 - 1 Vitória
V. Setúbal 2 - 2 Rio Ave
Paços Ferreira 2 - 1 Académica
Leixões 1 - 2 Marítimo
U. Leiria 2 - 0 Olhanense
Naval 1 - 0 Belenenses
Nacional 0 - 4 FC Porto
Benfica 3 - 1 Vitória
V. Setúbal 2 - 2 Rio Ave
Paços Ferreira 2 - 1 Académica
Leixões 1 - 2 Marítimo
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Pasión - Rodrigo Leão

No me olvides
yo me muero
Amor
mi vida es sufrimiento
Yo
te quiero en mi camino
Por vos
cambiaba mi destino
Ay,
abrázame esta noche
aunque no tengas ganas
prefiero que me mientas
tristes breves nuestras vidas
acércate a mí
abrázame a ti por Dios
entrégate a mis brazos.
Tengo
un corazón penando
Yo sé
que vos lo está escuchando
Con
mil lágrimas te quiero
Pasións
os mi amor sincero
Ay,
abrázame esta noche
aunque no tengas ganas
prefiero que me mientas
tristes breves nuestras vidas
acércate a mí
abrázame a ti por Dios
entrégate a mis brazos
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Anjo triste

Como consular um anjo?
Como sarar as feridas?
Como secar as lágrimas?
Como curar a dor da alma?
Como colocar um sorriso no olhar?
Como?!
Fico sem palavras
Sem gota de sangue
Sem reacção
Sem …
Apenas lhe "ordeno":
Limpa as lágrimas
Escorraça a tristeza
Dá uma valente gargalhada à dor
Coloca um sorriso em cada momento
Arrisca
Luta pelo que acreditas
Carrega baterias com abraços de amigos
Não deixes de sentir o aroma da simplicidade
De olhar cada crepúsculo
De honrar cada pôr-do-sol
De contemplar cada instante
Ergue as asas e voa,
Voa bem alto
De encontro à felicidade
De encontro à vida!
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
O protesto e a dissidência
"Maria de Lurdes Rodrigues foi, durante quatro anos, o rosto de uma guerra suja, aparentemente de dúbio significado, quando se tem em conta os recentes resultados obtidos por Isabel Alçada. Refiro-me, está bem de ver, ao conflito, sem precedentes...
Maria de Lurdes Rodrigues foi, durante quatro anos, o rosto de uma guerra suja, aparentemente de dúbio significado, quando se tem em conta os recentes resultados obtidos por Isabel Alçada. Refiro-me, está bem de ver, ao conflito, sem precedentes, que a ex-ministra da Educação manteve, implacável e obstinada, com os professores. Maria de Lurdes Rodrigues foi o rosto de uma política ordenada e desencadeada por José Sócrates. Num Governo, qualquer que ele seja, não há decisões unilaterais: obedecem a um todo e assentam, fundamentalmente, na doutrina do primeiro-ministro. Maria de Lurdes Rodrigues foi enxovalhada, alvo de medonhas chacotas, objecto das críticas mais violentas, e aguentou, firme e inabalável, assumindo, pessoalmente, uma responsabilidade que lhe não pertencia em sistema de exclusividade.
As idas da senhora ao Parlamento chegaram a ser pungentes. Não sabia o que dizer, e o que dizia não convencia ninguém. Apenas um pormenor permanecia: ela não arredava um milímetro das resoluções tomadas, por mais absurdas e tresmalhadas que fossem. Impávido e sereno, José Sócrates parecia talhado em pedra. De vez em quando, Augusto Santos Silva ia em socorro da senhora, sussurrando umas frases solidárias, quando as intervenções da oposição atingiam as raias da impiedade.
Quatro anos, quatro longos e dolorosos anos durou esta guerra sem sentido. Quando o tormento passou, Maria de Lurdes Rodrigues confessou-se extenuada, mas que descansaria durante um ano sabático. Bom. Soube-se, agora, que, em breve, vai sentar-se no gabinete de presidente da FLAD (Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento), substituindo Rui Machete, que considerou a escolha de Sócrates muito acertada. Dias antes, na RTP, Marcelo Rebelo de Sousa, ironicamente cauto, declarou ignorar os méritos da ex-ministra relativamente às questões atlânticas.
Devo dizer, à puridade, que não me espanta ou indigna a nomeação. No entanto, a celeridade do acto não deixa de causar engulhos. Mas o poder é assim que procede a quem obedece sem recalcitrar. O número de fundações, instituições semipúblicas ou públicas, bancos, associações de reflexão, que, ao longo dos anos, têm dado guarida, acaso com chorudos vencimentos e trabalhos que não tuberculizam ninguém, ao pessoal sem emprego momentâneo, mas que serviu o chefe (qualquer que ele seja) com devoção e zelo.
Há outras "aberturas", bem entendido. Uma das quais, certamente a mais apetecida, ser deputado no Parlamento Europeu. O forte cheiro a suor que evola dos sovacos daqueles senhores fornece-nos a medida exacta das suas fadigas. Se passearmos, displicentemente, os olhos pela lista de "políticos" promovidos, nos últimos anos, a serviçais da pátria, por desinteressados serviços prestados ao povo - chegamo-nos a comover, com tamanha abnegação e tal espírito de sacrifício.
Quando chego a este ponto, recordo a espantosa declaração feita por um estipendiado do PS que, em entrevista célebre, confessou: "Estou muito cansado da política; mas disponível para me deslocar para a Europa." Obviamente, deslocou-se. Claro que há mais, sobretudo de gente procedente dos dois partidos "do arco do poder." São pagamentos de favores, retribuição de obediências, soldadas aos que não se insurgiram. Não há volta a dar. O pior de isto tudo é que isto tudo é considerado normal.
Certo jornalismo, tão propenso ao varejo de insignificâncias e às manigâncias dos ajustes de contas, talvez devesse seguir a "carreira" de muita gente e revelar o que de apreciável ela fez para merecer o fruto e o usufruto da situação de que beneficia. Não se trata de moralização de costumes. Não há ninguém imaculado, e os moralistas irritam-me por sacripantas. Trata-se, sobretudo, de assear a democracia, de limpar os ideais republicanos, sobre os quais têm tripudiado aqueles que passam impunes a todas as malfeitorias.
Há dias, Mário Soares incitou-nos a combater o "derrotismo" que se apoderou dos nossos espíritos. O nosso "derrotismo" generalizou-se quando nos apercebemos de que quem pagava as favas eram sempre os mesmos. E que não há dinheiro para nada a não ser para salvar bancos. As iniquidades são ultrajantes. As injustiças, imperdoáveis. O "derrotismo" português resulta das derrotas constantes, dos vexames insuportáveis, das humilhações inomináveis a que somos submetidos por uma classe dirigente desprovida de sentido de honra e calafetada no interior dos seus interesses.
O poder está lá para premiar quem é dócil, para promover quem é submisso. O "derrotismo" nasce das desproporções. E viceja quando morreram os motivos das grandes exaltações cívicas. Isto é de mais. Que fazer? Manifestar o nosso direito à indignação, seguindo a frase famosa do próprio Mário Soares. Copiar os professores. Duzentos mil a gritarem "não" deixa de ser um protesto para constituir uma dissidência."
Por Baptista Bastos, (In Jornal de Negócios online)
Maria de Lurdes Rodrigues foi, durante quatro anos, o rosto de uma guerra suja, aparentemente de dúbio significado, quando se tem em conta os recentes resultados obtidos por Isabel Alçada. Refiro-me, está bem de ver, ao conflito, sem precedentes, que a ex-ministra da Educação manteve, implacável e obstinada, com os professores. Maria de Lurdes Rodrigues foi o rosto de uma política ordenada e desencadeada por José Sócrates. Num Governo, qualquer que ele seja, não há decisões unilaterais: obedecem a um todo e assentam, fundamentalmente, na doutrina do primeiro-ministro. Maria de Lurdes Rodrigues foi enxovalhada, alvo de medonhas chacotas, objecto das críticas mais violentas, e aguentou, firme e inabalável, assumindo, pessoalmente, uma responsabilidade que lhe não pertencia em sistema de exclusividade.
As idas da senhora ao Parlamento chegaram a ser pungentes. Não sabia o que dizer, e o que dizia não convencia ninguém. Apenas um pormenor permanecia: ela não arredava um milímetro das resoluções tomadas, por mais absurdas e tresmalhadas que fossem. Impávido e sereno, José Sócrates parecia talhado em pedra. De vez em quando, Augusto Santos Silva ia em socorro da senhora, sussurrando umas frases solidárias, quando as intervenções da oposição atingiam as raias da impiedade.
Quatro anos, quatro longos e dolorosos anos durou esta guerra sem sentido. Quando o tormento passou, Maria de Lurdes Rodrigues confessou-se extenuada, mas que descansaria durante um ano sabático. Bom. Soube-se, agora, que, em breve, vai sentar-se no gabinete de presidente da FLAD (Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento), substituindo Rui Machete, que considerou a escolha de Sócrates muito acertada. Dias antes, na RTP, Marcelo Rebelo de Sousa, ironicamente cauto, declarou ignorar os méritos da ex-ministra relativamente às questões atlânticas.
Devo dizer, à puridade, que não me espanta ou indigna a nomeação. No entanto, a celeridade do acto não deixa de causar engulhos. Mas o poder é assim que procede a quem obedece sem recalcitrar. O número de fundações, instituições semipúblicas ou públicas, bancos, associações de reflexão, que, ao longo dos anos, têm dado guarida, acaso com chorudos vencimentos e trabalhos que não tuberculizam ninguém, ao pessoal sem emprego momentâneo, mas que serviu o chefe (qualquer que ele seja) com devoção e zelo.
Há outras "aberturas", bem entendido. Uma das quais, certamente a mais apetecida, ser deputado no Parlamento Europeu. O forte cheiro a suor que evola dos sovacos daqueles senhores fornece-nos a medida exacta das suas fadigas. Se passearmos, displicentemente, os olhos pela lista de "políticos" promovidos, nos últimos anos, a serviçais da pátria, por desinteressados serviços prestados ao povo - chegamo-nos a comover, com tamanha abnegação e tal espírito de sacrifício.
Quando chego a este ponto, recordo a espantosa declaração feita por um estipendiado do PS que, em entrevista célebre, confessou: "Estou muito cansado da política; mas disponível para me deslocar para a Europa." Obviamente, deslocou-se. Claro que há mais, sobretudo de gente procedente dos dois partidos "do arco do poder." São pagamentos de favores, retribuição de obediências, soldadas aos que não se insurgiram. Não há volta a dar. O pior de isto tudo é que isto tudo é considerado normal.
Certo jornalismo, tão propenso ao varejo de insignificâncias e às manigâncias dos ajustes de contas, talvez devesse seguir a "carreira" de muita gente e revelar o que de apreciável ela fez para merecer o fruto e o usufruto da situação de que beneficia. Não se trata de moralização de costumes. Não há ninguém imaculado, e os moralistas irritam-me por sacripantas. Trata-se, sobretudo, de assear a democracia, de limpar os ideais republicanos, sobre os quais têm tripudiado aqueles que passam impunes a todas as malfeitorias.
Há dias, Mário Soares incitou-nos a combater o "derrotismo" que se apoderou dos nossos espíritos. O nosso "derrotismo" generalizou-se quando nos apercebemos de que quem pagava as favas eram sempre os mesmos. E que não há dinheiro para nada a não ser para salvar bancos. As iniquidades são ultrajantes. As injustiças, imperdoáveis. O "derrotismo" português resulta das derrotas constantes, dos vexames insuportáveis, das humilhações inomináveis a que somos submetidos por uma classe dirigente desprovida de sentido de honra e calafetada no interior dos seus interesses.
O poder está lá para premiar quem é dócil, para promover quem é submisso. O "derrotismo" nasce das desproporções. E viceja quando morreram os motivos das grandes exaltações cívicas. Isto é de mais. Que fazer? Manifestar o nosso direito à indignação, seguindo a frase famosa do próprio Mário Soares. Copiar os professores. Duzentos mil a gritarem "não" deixa de ser um protesto para constituir uma dissidência."
Por Baptista Bastos, (In Jornal de Negócios online)
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Parabéns, Paulo!
domingo, 24 de janeiro de 2010
Dunas

Dunas, são como divãs,
Biombos indiscretos de alcatrão sujo
Rasgados por cactos e hortelãs,
Deitados nas Dunas, alheios a tudo,
Olhos penetrantes,
Pensamentos lavados.
Bebemos dos lábios, refrescos gelados
Selamos segredos,
Saltamos rochedos,
Em câmara lenta como na TV,
Palavras a mais na idade dos “PORQUÊ”
Dunas, como que são divãs
Quem nos visse deitados de cabelos molhados bastante enrolados
Sacos camas salgados,
Nas Dunas, roendo maçãs
A ver garrafas de óleo boiando vazias nas ondas da manhã
Bebemos dos lábios, refrescos gelados,
nas dunas!
Em câmara lenta como na TV,
Nas dunas..
Nas dunas..
Nas dunas…
Nas dunas..
Refrescos gelados…
Como na TV.
Nas dunas…
GNR (1985)
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Português moderno ... ou não
A NOVA LÍNGUA PORTUGUESA
Desde que os americanos se lembraram de começar a chamar aos pretos 'afro-americanos', com vista a acabar com as raças por via gramatical, isto tem sido um fartote pegado!
As criadas dos anos 70 passaram a 'empregadas domésticas' e preparam-se agora para receber a menção de 'auxiliares de apoio doméstico' .
De igual modo, extinguiram-se nas escolas os 'contínuos' que passaram todos a 'auxiliares da acção educativa'.
Os vendedores de medicamentos, com alguma prosápia, tratam-se por 'delegados de informação médica'. E pelo mesmo processo transmudaram-se os caixeiros-viajantes em 'técnicos de vendas'.
O aborto eufemizou-se em 'interrupção voluntária da gravidez';
Os gangs étnicos são 'grupos de jovens'. Os operários fizeram-se de repente 'colaboradores';
As fábricas, essas, vistas de dentro são 'unidades produtivas'e vistas da estranja são 'centros de decisão nacionais'.
O analfabetismo desapareceu da crosta portuguesa, cedendo o passo à 'iliteracia' galopante.Desapareceram dos comboios as 1.ª e 2.ª classes, para não ferir a susceptibilidade social das massas hierarquizadas, mas por imperscrutáveis necessidades de tesouraria continuam a cobrar-se preços distintos nas classes 'Conforto' e 'Turística'.
A Ágata, rainha do pimba, cantava chorosa: «Sou mãe solteira...» ; agora, se quiser acompanhar os novos tempos, deve alterar a letra da pungente melodia: «Tenho uma família monoparental...» - eis o novo verso da cançoneta, se quiser fazer jus à modernidade impante.
Aquietadas pela televisão, já se não vêem por aí aos pinotes crianças irrequietas e «terroristas»; diz-se modernamente que têm um 'comportamento disfuncional hiperactivo'
Do mesmo modo, e para felicidade dos 'encarregados de educação' , os brilhantes programas escolares extinguiram os alunos cábulas; tais estudantes serão, quando muito, 'crianças de desenvolvimento instável'.
Ainda há cegos, infelizmente. Mas como a palavra fosse considerada desagradável e até aviltante, quem não vê é considerado 'invisual'. (O termo é gramaticalmente impróprio, como impróprio seria chamar inauditivos aos surdos - mas o 'politicamente correcto' marimba-se para as regras gramaticais...)As putas passaram a ser 'senhoras de alterne'.
Para compor o ramalhete e se darem ares, as gentes cultas da praça desbocam-se em 'implementações', 'posturas pró-activas', 'políticas fracturantes' e outros barbarismos da linguagem.
E assim linguajamos o Português, vagueando perdidos entre a «correcção política» e o novo-riquismo linguístico. Estamos lixados com este 'novo português'; não admira que o pessoal tenha cada vez mais esgotamentos e stress.
Já não se diz o que se pensa, tem de se pensar o que se diz de forma 'politicamente correcta'.
E falta ainda esclarecer que os tradicionais "anões" estão em vias de passar a "cidadãos verticalmente desfavorecidos"...
Os idiotas e imbecis passam a designar-se por "indivíduos com atitude não vinculativa"
Os pretos passaram a ser pessoas de cor.
O mongolismo passou a designar-se síndroma do cromossoma 21.
Os gordos e os magros passaram a ser pessoas com disfunção alimentar.
Os mentirosos passam a ser "pessoas com muita imaginação"
Os que fazem desfalques nas empresas e são descobertos são "pessoas com grande visão empresarial mas que estão rodeados de invejosos"
Para autarcas e políticos, afirmar que "eu tenho impunidade judicial", foi substituído por "estar de consciência tranquila". O conceito de corrupção organizada foi substituído pela palavra "sistema".
Difícil, dramático, desastroso, congestionado, problemático, etc., passou a ser sinónimo de complicado.
(Recebido por mail)
Desde que os americanos se lembraram de começar a chamar aos pretos 'afro-americanos', com vista a acabar com as raças por via gramatical, isto tem sido um fartote pegado!
As criadas dos anos 70 passaram a 'empregadas domésticas' e preparam-se agora para receber a menção de 'auxiliares de apoio doméstico' .
De igual modo, extinguiram-se nas escolas os 'contínuos' que passaram todos a 'auxiliares da acção educativa'.
Os vendedores de medicamentos, com alguma prosápia, tratam-se por 'delegados de informação médica'. E pelo mesmo processo transmudaram-se os caixeiros-viajantes em 'técnicos de vendas'.
O aborto eufemizou-se em 'interrupção voluntária da gravidez';
Os gangs étnicos são 'grupos de jovens'. Os operários fizeram-se de repente 'colaboradores';
As fábricas, essas, vistas de dentro são 'unidades produtivas'e vistas da estranja são 'centros de decisão nacionais'.
O analfabetismo desapareceu da crosta portuguesa, cedendo o passo à 'iliteracia' galopante.Desapareceram dos comboios as 1.ª e 2.ª classes, para não ferir a susceptibilidade social das massas hierarquizadas, mas por imperscrutáveis necessidades de tesouraria continuam a cobrar-se preços distintos nas classes 'Conforto' e 'Turística'.
A Ágata, rainha do pimba, cantava chorosa: «Sou mãe solteira...» ; agora, se quiser acompanhar os novos tempos, deve alterar a letra da pungente melodia: «Tenho uma família monoparental...» - eis o novo verso da cançoneta, se quiser fazer jus à modernidade impante.
Aquietadas pela televisão, já se não vêem por aí aos pinotes crianças irrequietas e «terroristas»; diz-se modernamente que têm um 'comportamento disfuncional hiperactivo'
Do mesmo modo, e para felicidade dos 'encarregados de educação' , os brilhantes programas escolares extinguiram os alunos cábulas; tais estudantes serão, quando muito, 'crianças de desenvolvimento instável'.
Ainda há cegos, infelizmente. Mas como a palavra fosse considerada desagradável e até aviltante, quem não vê é considerado 'invisual'. (O termo é gramaticalmente impróprio, como impróprio seria chamar inauditivos aos surdos - mas o 'politicamente correcto' marimba-se para as regras gramaticais...)As putas passaram a ser 'senhoras de alterne'.
Para compor o ramalhete e se darem ares, as gentes cultas da praça desbocam-se em 'implementações', 'posturas pró-activas', 'políticas fracturantes' e outros barbarismos da linguagem.
E assim linguajamos o Português, vagueando perdidos entre a «correcção política» e o novo-riquismo linguístico. Estamos lixados com este 'novo português'; não admira que o pessoal tenha cada vez mais esgotamentos e stress.
Já não se diz o que se pensa, tem de se pensar o que se diz de forma 'politicamente correcta'.
E falta ainda esclarecer que os tradicionais "anões" estão em vias de passar a "cidadãos verticalmente desfavorecidos"...
Os idiotas e imbecis passam a designar-se por "indivíduos com atitude não vinculativa"
Os pretos passaram a ser pessoas de cor.
O mongolismo passou a designar-se síndroma do cromossoma 21.
Os gordos e os magros passaram a ser pessoas com disfunção alimentar.
Os mentirosos passam a ser "pessoas com muita imaginação"
Os que fazem desfalques nas empresas e são descobertos são "pessoas com grande visão empresarial mas que estão rodeados de invejosos"
Para autarcas e políticos, afirmar que "eu tenho impunidade judicial", foi substituído por "estar de consciência tranquila". O conceito de corrupção organizada foi substituído pela palavra "sistema".
Difícil, dramático, desastroso, congestionado, problemático, etc., passou a ser sinónimo de complicado.
(Recebido por mail)
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Taça
Rio Ave 2 - 2 Vitória
Após prolongamento: Rio Ave 2 - 2 Vitória
Ficou tudo decidido nas grandes penalidades: 4 - 2
Após prolongamento: Rio Ave 2 - 2 Vitória
Ficou tudo decidido nas grandes penalidades: 4 - 2
Há anéis para tudo e todos
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
(Des)acordo ortográfico

Factos !!! Quando o Papa Paulo VI veio a Portugal, vivíamos em 'ditadura',
sendo Presidente do Conselho - Salazar. O Papa perguntou-lhe qual o motivo de ter tantos Ministros, obtendo a seguinte resposta:
- Santidade, Jesus tinha 12 apóstolos e eu tenho 12 Ministros.!
Agora, quando o Papa Bento XVI visitar Portugal e perguntar ao Primeiro-Ministro
para quê 40 Ministros e Secretários de Estado???...... este, certamente, responderá:
- Bem, Santidade !... Ali Babá tinha 40 ladrões !!!!!!!."
(Recebido por mail)
Nada mais certo que isto.
Pois é... factos são factos ou de acordo com o novo (des)acordo ortográfico: fatos são fatos... para o Sócrates é mais isso.
Por falar em acordo ortográfico, sou e sempre serei contra esta palhaçada.
Nunca gostei de circo, muito menos na” minha língua”.
Afinal, foram os portugueses que descobriram o Brasil ou os brasileiros que descobriram Portugal?!
Que mania é esta de andarmos sempre de joelhos perante “gentes mais avultadas” ?!
Sou demasiado bairrista para me sujeitar a isto.
Como sempre digo, antes morrer de pé que passar a vida de joelhos!!!
domingo, 17 de janeiro de 2010
Sê

"Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.
Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas"
De Pablo Neruda
sábado, 16 de janeiro de 2010
Futebol - 16ª jornada
Olhanense 1 - 0 Naval
Vitória 2 - 2 V. Setúbal
FC Porto 1 - 1 Paços Ferreira
Sporting 3 - 2 Nacional
Belenenses 1 - 3 Leixões
Rio Ave 0 - 2 U. Leiria
Académica 0 - 2 Sp. Braga
Marítimo 0 - 5 Benfica
Vitória 2 - 2 V. Setúbal
FC Porto 1 - 1 Paços Ferreira
Sporting 3 - 2 Nacional
Belenenses 1 - 3 Leixões
Rio Ave 0 - 2 U. Leiria
Académica 0 - 2 Sp. Braga
Marítimo 0 - 5 Benfica
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Já há data para o dia da liberdade
Amores Platónicos

Tais amores, fomentam
As mesmas mágoas
As mesmas dores
Os mesmos anseios
Dos amores reais
Em tudo igual, mas virtual, irreal.
Mas, estes magoam muito mais
Deixam cicatrizes mais difíceis de restaurar
Pois nunca deixam sentir o sabor do beijo,
o calor do abraço, o cheiro do toque
Ainda assim, quando acabam
Trazem um vazio incalculável
O brilho dos dias diminui
A alegria esvai-se
O vazio instala-se juntamente com tristeza
É aí que a solidão é levada ao extremo
Chora-se, grita-se, sofre-se em silêncio
Por um amor surdo
Que apenas existiu na tela do nosso pensamento
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
O que transporta o vento
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Carlsberg Cup
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Estar contigo

Nada se compara ao regozijo de estar contigo
Nem a beleza do crepúsculo
Nem a magia do pôr-do-sol
Nem o aroma do orvalho na Primavera
Nem a beleza do crepúsculo
Nem a magia do pôr-do-sol
Nem o aroma do orvalho na Primavera
Nem o ouro das ruas no Outono
Nem o aconchego de uma lareira
Nem o azul do céu ou do mar
Nem o brilho das estrelas
Nem o sorriso da lua
Estar contigo é saborear a vida
Ter a capacidade de nunca deixar de sonhar
Viver esses sonhos
É ter o teu olhar no meu
A tua boca no meu sorriso
É alcançar o infinito e ir mais além
Estar contigo é permanecer com um sorriso no olhar!
Nem o aconchego de uma lareira
Nem o azul do céu ou do mar
Nem o brilho das estrelas
Nem o sorriso da lua
Estar contigo é saborear a vida
Ter a capacidade de nunca deixar de sonhar
Viver esses sonhos
É ter o teu olhar no meu
A tua boca no meu sorriso
É alcançar o infinito e ir mais além
Estar contigo é permanecer com um sorriso no olhar!
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Tu
domingo, 10 de janeiro de 2010
Exemplos das únicas cartas de "amor" que escreverei ao “chefe”
Afinal, vou reclamar a "avaliação" que me foi atribuída, principalmente na parte da assiduidade, só pelo simples facto que, se não o fizer, estou a concordar com eles, que é o mesmo que me considerar uma reles.
Aqui ficam os modelitos:
"1ª Cartinha":
Nome: Palmira Manuela Lopes Guimarães
Morada: .............
Telemóvel: .........
Aqui ficam os modelitos:
"1ª Cartinha":
Nome: Palmira Manuela Lopes Guimarães
Morada: .............
Telemóvel: .........
E-mail: .......
Ex.mo Sr. Director do
Agrupamento de Escolas do Vale de S. Torcato
ASSUNTO: Solicitação de Entrevista
Eu, Palmira Manuela Lopes Guimarães, portadora do Bilhete de Identidade n.º ...., Contribuinte Fiscal n.º ...., Professora Contratada, do grupo de recrutamento de Matemática (grupo 500), em exercícios de funções na Escola EB 2, 3 de S. Torcato, do Agrupamento de Escolas supra identificado, nos termos do artigo 9º do Decreto Regulamentar 1A/2009 de 5 de Janeiro, venho pelo presente solicitar entrevista individual com o meu avaliador, no âmbito do processo de avaliação de desempenho docente, relativo ao período de 2008/2009.
Com os meus melhores cumprimentos,
Guimarães, 11 de Janeiro de 2010
A professora,
__________________________
(Palmira Manuela Lopes Guimarães)
Ex.mo Sr. Director do
Agrupamento de Escolas do Vale de S. Torcato
ASSUNTO: Solicitação de Entrevista
Eu, Palmira Manuela Lopes Guimarães, portadora do Bilhete de Identidade n.º ...., Contribuinte Fiscal n.º ...., Professora Contratada, do grupo de recrutamento de Matemática (grupo 500), em exercícios de funções na Escola EB 2, 3 de S. Torcato, do Agrupamento de Escolas supra identificado, nos termos do artigo 9º do Decreto Regulamentar 1A/2009 de 5 de Janeiro, venho pelo presente solicitar entrevista individual com o meu avaliador, no âmbito do processo de avaliação de desempenho docente, relativo ao período de 2008/2009.
Com os meus melhores cumprimentos,
Guimarães, 11 de Janeiro de 2010
A professora,
__________________________
(Palmira Manuela Lopes Guimarães)
"2ª Cartinha":
Nome
Rua
Tlm.
Ex.mo Sr. Director do agrupamento de Escolas …
Via mão própria
Data: …
ASSUNTO: Reclamação da classificação final obtida na avaliação de desempenho.
(nome)…, portador do Bilhete de Identidade n.º … , contribuinte fiscal n.º …, ( do quadro de nomeação definitiva ou contratado ou ….) do grupo de recrutamento de … , em exercícios de funções na Escola … do Agrupamento de Escolas supra identificado, tendo sido notificada em … de … de 2009 do resultado da avaliação do desempenho, na qual obteve a classificação final de … (escrever em maiúsculas), no âmbito do preceituado nos art. o s 40 o a 49o do ECD, no Decreto Regulamentar n. o 2/2008, de 10 de Janeiro, e no Despacho n. o 16872/2008, de 23 de Junho, com as alterações introduzidas pelos Despachos n o. 3006/2009, de 6 de Janeiro, e n. o 15779/2009, de 10 de Junho, vem tempestivamente, nos termos do disposto no art. o 161 o e segs. do Código do Procedimento Administrativo e do art. o 25 o do Decreto Regulamentar n. o 2/2008, de 10 de Janeiro, apresentar a sua RECLAMAÇÃO, pelos seguintes fundamentos:
I - DA AVALIAÇÃO EFECTUADA PELO DIRECTOR
(os descritores a impugnar ou as contradições devem ser assinalados ponto a ponto, fazendo referencia ao instrumento de registo, onde conste a classificação obtida e os motivos pelos quais deverá ser alterada)
1. (…)
II – DA AVALIAÇÃO EFECTUADA PELO COORDENADOR DO DEPARTAMENTO CURRICULAR
(os descritores a impugnar ou as contradições devem ser assinalados ponto a ponto, fazendo referencia ao instrumento de registo, onde conste a classificação obtida e os motivos pelos quais deverá ser alterada)
1. (…)
Pelo exposto, nestes termos, e nos mais de Direito aplicável, requer-se a V.ªs Ex.ªs que se dignem a dar provimento à presente reclamação e consequentemente seja proferida decisão final de avaliação do desempenho, respeitante aos anos lectivos …/…, com a classificação global de (BOM/MUITO BOM/ EXCELENTE).
Subscrevo-me apresentando os melhores cumprimentos,
A Reclamante
__________________________________
Futebol - 15ª jornada
Sp. Braga 2 - 0 Nacional
Marítimo 0 - 1 Vitória
Sporting 1 - 0 Leixões
Rio Ave 0 - 1 Benfica
Olhanense 1 - 1 Paços Ferreira
Belenenses 0 - 0 V. Setúbal
FC Porto 3 - 2 U. Leiria
Académica 2 - 0 Naval
Marítimo 0 - 1 Vitória
Sporting 1 - 0 Leixões
Rio Ave 0 - 1 Benfica
Olhanense 1 - 1 Paços Ferreira
Belenenses 0 - 0 V. Setúbal
FC Porto 3 - 2 U. Leiria
Académica 2 - 0 Naval
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
2ª Parte - 15 horas e 4 anos mais tarde
Finalmente, ou talvez não… só acredito depois de ver “isto” como “LEI”.
Fiquei contente (ou menos triste), pelo facto da prova de ingresso na carreira (para quem já há muito estava na dita) ficar anulada, extinção das quotas no 3º escalão e pela ridícula divisão da carreira ter terminado.
Se bem que, neste último ponto, não será bem assim.
Ora vejamos:
A entrega dos objectivos individuais (no ano lectivo passado) e o conhecimento da avaliação de cada um e dos “colegas” que nos estão próximos, cumpriram, na integra, o objectivo do ministério da (des)educação: um enorme fosso entre os Verdadeiros Professores e os docentes “lambe-botas”, assim como os directores incompetentes.
Na passada quarta-feira, tive conhecimento da nota que me foi atribuída (na tal avaliação): Bom de 7.
Cheguei à secretaria, li tudo e pedi uma cópia da avaliação de cada critério, fui informada que não era possível.
Confirmei na lei que, mais uma vez, estavam enganados.
Lá preenchi a folhita, para ter acesso à dita cópia.
Claro que me “precavi” e “já os tenho, sem os ter”.
Como não entreguei os objectivos, nem aquelas tretas todas; ou seja, não cedi a ameaças nem a futuras penalizações; apenas entreguei a auto-avaliação e estive sempre ao dispor dos meus alunos (quer para assuntos escolares, quer para os pessoais), estava à espera de ter zero… como tive sete, lucrei em sete pontos!
Comecei a azedar, quando reparei que fui avaliada em 7, no parâmetro da assiduidade.
Quer dizer, estou na Escola, às 8 da manhã, todos os dias que tenho aulas, nunca faltei e tenho 7?!
Como é possível?
Os outros critérios são discutíveis, mas a assiduidade é matemática, vim sempre, 100% assídua, logo devia ter 10.
Aqui se vê a seriedade desta avaliação.
Pelos vistos sou “boa”, mas pouco.
Ao contrário de criaturas que, não leccionaram a disciplina do grupo a que pertencem, tiveram um horário inferior a 13 horas e temporário (cerca de nove meses), não foram titulares de qualquer turma, já para não falar na competência e integridade desses seres. Mas, é justo dizer que, além do referido, leccionaram a disciplina do grupo a que pertencem durante um mês e pouco e com horário completo.
Mesmo assim, a nota atribuída foi nove (numa escala de 1 a 10).
Pelo que entendo, quem trabalha para os alunos é um reles, quem trabalha para a bajulação é um supra-sumo.
Já para não falar em casos, que excelentes coordenadores tiveram 7 e os seus supostos avaliados 9 ou 10.
Só não contesto a minha nota, pelo simples facto que me conheço muito bem.
Sei que perderia a cabeça… não suporto hipocrisia e falta de respeito.
Não quero pôr em causa a minha carreira, a minha alegria em estar com os alunos, ensiná-los e aprender com eles… por tão pouco, por criaturas indignas de ser tratados por “Professores”, não merecedores de estarem com os nossos alunos.
A minha nota nunca será conquistada na mesa, muito menos na cama!
Como não é uma pseudo-avaliação que vai mudar a minha forma de ser, continuarei a seguir os meus princípios e a minha consciência.
Pouco "boa", mas feliz comigo e com os meus (alunos e amigos)!
Fiquei contente (ou menos triste), pelo facto da prova de ingresso na carreira (para quem já há muito estava na dita) ficar anulada, extinção das quotas no 3º escalão e pela ridícula divisão da carreira ter terminado.
Se bem que, neste último ponto, não será bem assim.
Ora vejamos:
A entrega dos objectivos individuais (no ano lectivo passado) e o conhecimento da avaliação de cada um e dos “colegas” que nos estão próximos, cumpriram, na integra, o objectivo do ministério da (des)educação: um enorme fosso entre os Verdadeiros Professores e os docentes “lambe-botas”, assim como os directores incompetentes.
Na passada quarta-feira, tive conhecimento da nota que me foi atribuída (na tal avaliação): Bom de 7.
Cheguei à secretaria, li tudo e pedi uma cópia da avaliação de cada critério, fui informada que não era possível.
Confirmei na lei que, mais uma vez, estavam enganados.
Lá preenchi a folhita, para ter acesso à dita cópia.
Claro que me “precavi” e “já os tenho, sem os ter”.
Como não entreguei os objectivos, nem aquelas tretas todas; ou seja, não cedi a ameaças nem a futuras penalizações; apenas entreguei a auto-avaliação e estive sempre ao dispor dos meus alunos (quer para assuntos escolares, quer para os pessoais), estava à espera de ter zero… como tive sete, lucrei em sete pontos!
Comecei a azedar, quando reparei que fui avaliada em 7, no parâmetro da assiduidade.
Quer dizer, estou na Escola, às 8 da manhã, todos os dias que tenho aulas, nunca faltei e tenho 7?!
Como é possível?
Os outros critérios são discutíveis, mas a assiduidade é matemática, vim sempre, 100% assídua, logo devia ter 10.
Aqui se vê a seriedade desta avaliação.
Pelos vistos sou “boa”, mas pouco.
Ao contrário de criaturas que, não leccionaram a disciplina do grupo a que pertencem, tiveram um horário inferior a 13 horas e temporário (cerca de nove meses), não foram titulares de qualquer turma, já para não falar na competência e integridade desses seres. Mas, é justo dizer que, além do referido, leccionaram a disciplina do grupo a que pertencem durante um mês e pouco e com horário completo.
Mesmo assim, a nota atribuída foi nove (numa escala de 1 a 10).
Pelo que entendo, quem trabalha para os alunos é um reles, quem trabalha para a bajulação é um supra-sumo.
Já para não falar em casos, que excelentes coordenadores tiveram 7 e os seus supostos avaliados 9 ou 10.
Só não contesto a minha nota, pelo simples facto que me conheço muito bem.
Sei que perderia a cabeça… não suporto hipocrisia e falta de respeito.
Não quero pôr em causa a minha carreira, a minha alegria em estar com os alunos, ensiná-los e aprender com eles… por tão pouco, por criaturas indignas de ser tratados por “Professores”, não merecedores de estarem com os nossos alunos.
A minha nota nunca será conquistada na mesa, muito menos na cama!
Como não é uma pseudo-avaliação que vai mudar a minha forma de ser, continuarei a seguir os meus princípios e a minha consciência.
Pouco "boa", mas feliz comigo e com os meus (alunos e amigos)!
1ª Parte - 15 horas e 4 anos mais tarde...
"FENPROF celebra acordo com o ME sobre avaliação de desempenho e estrutura da carreiraIntervenção de Mário Nogueira, Secretário-geral da FENPROF, em conferência de imprensa, após assinatura do Acordo A FENPROF chegou a um acordo de princípios globais com o ME sobre alguns aspectos do ECD: Avaliação de Desempenho e Estrutura da Carreira.
O texto a que chegámos, em aspecto essenciais, assegura:
Que os bons professores, identificados como tal em sede de avaliação de desempenho, chegam ao topo da carreira.
Que, finalmente e de facto, acabou a divisão da carreira em categorias: 2/3 dos professores terminavam a sua carreira a meio.
Com este acordo chegam todos ao topo da carreira.
Que a nenhum professor que se encontra em exercício se aplica a prova de ingresso (incluindo os professores do ensino particular, IPSS's e do Ensino de Português no Estrangeiro).
Que os professores que se aposentem até 2015 serão reposicionados num novo índice salarial de topo (índice 370).
Na sequência deste acordo - que não encerra um processo, apenas permite o início de um novo ciclo - são abertas duas novas fases de negociação:
1ª Concretização em articulado destes princípios gerais.
2ª O início de um processo de negociação de outros aspectos (Horário e regime de trabalho; Componente lectiva e não lectiva; Formação; Direitos Profissionais; Aposentação; Vinculação dos professores contratados; Faltas, férias, licenças e dispensas; Exercício de funções não lectivas e/ou não docentes; Exercício de acção disciplinar; Profissionalização em serviço; Direitos profissionais).
Nesse sentido, a primeira ronda negocial do novo processo terá lugar a 20 de Janeiro.Ainda na sequência deste acordo - e uma vez que há cerca de 30 000 professores que foram impedidos de concorrer o ano passado (os titulares) e mais de 23 000 contratados que deveriam, em boa parte, estar integrados em quadros - o ME comprometeu-se a antecipar em 2 anos (já em 2011) o concurso para ingresso nos quadros e mobilidade, aberto a todos os professores e segundo regras que serão ainda negociadas.
É um acordo importante para os professores, daí o termos assinado. Contudo, em alguns aspectos, fica aquém do que a FENPROF defende e, assim, continuará a agir no sentido de os alterar. Por exemplo, na avaliação de desempenho dos docentes a manutenção de ciclos de 2 anos é uma matéria que nos preocupa muito pela intranquilidade que provocará nas escolas.
Em relação às quotas na avaliação, apesar de serem diluídos alguns dos seus efeitos na carreira e de serem um mecanismo que advém de legislação geral da Administração Pública, a FENPROF em sede da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, manterá uma luta activa e forte contra este mecanismo.
Contudo, ficou previsto que no final do primeiro ciclo de avaliação o modelo será revisto.Sobre a transição entre carreiras há a garantia de não existirem ultrapassagens. Contudo, ao não ser contado integralmente o tempo de serviço há perdas que procuraremos recuperar e que resultam sobretudo de uma lei geral da Administração Pública que retirou aos funcionários 2,5 anos de serviço.
No âmbito da Frente Comum manteremos a luta contra este roubo do tempo de serviço.
No âmbito da fixação do articulado deste novo ECD, procuraremos ainda corrigir alguns aspectos relacionados com o regime transitório pois há aspectos que carecem de melhor solução.
Quanto à estrutura da carreira continuamos a entender que é demasiado longa (34 anos) contrariando normas e recomendações internacionais.
Consideramos ainda que não tem sentido a existência de escalões condicionados a vagas. Todavia, sendo elas de natureza apenas reguladora de fluxos e não eliminatórias, os mecanismos de ponderação encontrados garantem que todos os professores chegarão ao topo da carreira. Mecanismos que só poderão ser revistos em 2013 em sede de negociação com os sindicatos.
Neste momento, a FENPROF saúda os professores e educadores portugueses pela fortíssima luta que têm desenvolvido e que foi determinante para que se chegasse a este acordo global.
Uma luta que, tendo resultados, nos permite afirmar que tem valido a pena!
Tem valido a pena e terá de continuar porque o processo de revisão do ECD ainda não terminou e porque há outras matérias, para além do ECD, que são urgentes de rever:
- A melhoria das condições de trabalho nas escolas, para alunos e professores;
- A criação de condições que reforcem a autoridade dos professores nas escolas;
- A revisão dos horários dos professores;
- A vinculação dos professores contratados;
- A gestão das escolas;
- O regime de Educação Especial;
- O Estatuto do Aluno;
- A reorganização curricular tanto do Básico como do Secundário;
- A criação de condições que permitam um efectivo combate a duas das principais chagas que afectam o nosso sistema educativo: o insucesso e o abandono escolares.
Aos professores uma última mensagem: podem continuar a contar com a FENPROF"
(In FENPROF)
O texto a que chegámos, em aspecto essenciais, assegura:
Que os bons professores, identificados como tal em sede de avaliação de desempenho, chegam ao topo da carreira.
Que, finalmente e de facto, acabou a divisão da carreira em categorias: 2/3 dos professores terminavam a sua carreira a meio.
Com este acordo chegam todos ao topo da carreira.
Que a nenhum professor que se encontra em exercício se aplica a prova de ingresso (incluindo os professores do ensino particular, IPSS's e do Ensino de Português no Estrangeiro).
Que os professores que se aposentem até 2015 serão reposicionados num novo índice salarial de topo (índice 370).
Na sequência deste acordo - que não encerra um processo, apenas permite o início de um novo ciclo - são abertas duas novas fases de negociação:
1ª Concretização em articulado destes princípios gerais.
2ª O início de um processo de negociação de outros aspectos (Horário e regime de trabalho; Componente lectiva e não lectiva; Formação; Direitos Profissionais; Aposentação; Vinculação dos professores contratados; Faltas, férias, licenças e dispensas; Exercício de funções não lectivas e/ou não docentes; Exercício de acção disciplinar; Profissionalização em serviço; Direitos profissionais).
Nesse sentido, a primeira ronda negocial do novo processo terá lugar a 20 de Janeiro.Ainda na sequência deste acordo - e uma vez que há cerca de 30 000 professores que foram impedidos de concorrer o ano passado (os titulares) e mais de 23 000 contratados que deveriam, em boa parte, estar integrados em quadros - o ME comprometeu-se a antecipar em 2 anos (já em 2011) o concurso para ingresso nos quadros e mobilidade, aberto a todos os professores e segundo regras que serão ainda negociadas.
É um acordo importante para os professores, daí o termos assinado. Contudo, em alguns aspectos, fica aquém do que a FENPROF defende e, assim, continuará a agir no sentido de os alterar. Por exemplo, na avaliação de desempenho dos docentes a manutenção de ciclos de 2 anos é uma matéria que nos preocupa muito pela intranquilidade que provocará nas escolas.
Em relação às quotas na avaliação, apesar de serem diluídos alguns dos seus efeitos na carreira e de serem um mecanismo que advém de legislação geral da Administração Pública, a FENPROF em sede da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, manterá uma luta activa e forte contra este mecanismo.
Contudo, ficou previsto que no final do primeiro ciclo de avaliação o modelo será revisto.Sobre a transição entre carreiras há a garantia de não existirem ultrapassagens. Contudo, ao não ser contado integralmente o tempo de serviço há perdas que procuraremos recuperar e que resultam sobretudo de uma lei geral da Administração Pública que retirou aos funcionários 2,5 anos de serviço.
No âmbito da Frente Comum manteremos a luta contra este roubo do tempo de serviço.
No âmbito da fixação do articulado deste novo ECD, procuraremos ainda corrigir alguns aspectos relacionados com o regime transitório pois há aspectos que carecem de melhor solução.
Quanto à estrutura da carreira continuamos a entender que é demasiado longa (34 anos) contrariando normas e recomendações internacionais.
Consideramos ainda que não tem sentido a existência de escalões condicionados a vagas. Todavia, sendo elas de natureza apenas reguladora de fluxos e não eliminatórias, os mecanismos de ponderação encontrados garantem que todos os professores chegarão ao topo da carreira. Mecanismos que só poderão ser revistos em 2013 em sede de negociação com os sindicatos.
Neste momento, a FENPROF saúda os professores e educadores portugueses pela fortíssima luta que têm desenvolvido e que foi determinante para que se chegasse a este acordo global.
Uma luta que, tendo resultados, nos permite afirmar que tem valido a pena!
Tem valido a pena e terá de continuar porque o processo de revisão do ECD ainda não terminou e porque há outras matérias, para além do ECD, que são urgentes de rever:
- A melhoria das condições de trabalho nas escolas, para alunos e professores;
- A criação de condições que reforcem a autoridade dos professores nas escolas;
- A revisão dos horários dos professores;
- A vinculação dos professores contratados;
- A gestão das escolas;
- O regime de Educação Especial;
- O Estatuto do Aluno;
- A reorganização curricular tanto do Básico como do Secundário;
- A criação de condições que permitam um efectivo combate a duas das principais chagas que afectam o nosso sistema educativo: o insucesso e o abandono escolares.
Aos professores uma última mensagem: podem continuar a contar com a FENPROF"
(In FENPROF)
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Amor Matemático
Um Quociente apaixonou-se
Um dia
Doidamente
Por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
E viu-a, do Ápice à Base...
Uma Figura Ímpar;
Olhos rombóides, boca trapezóide,
ortogonal, seios esferóides.
Fez da sua
Uma vida
Paralela à dela.
Até que se encontraram
No Infinito.
'Quem és tu?' indagou ele
Com ânsia radical.
Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode chamar-me Hipotenusa.
E de falarem
descobriram que eram
O que, em aritmética, corresponde
A alma irmãs
Primos-entre-si.
E assim se amaram
Ao quadrado da velocidade da luz.
Numa sexta potenciação
Traçando
Ao sabor do momento
E da paixão
Rectas, curvas, círculos e linhas sinusoidais.
Escandalizaram os ortodoxos
das fórmulas euclidianas
E os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas
e pitagóricas.
E, enfim, resolveram casar-se.
Constituir um lar.
Mais que um lar.
Uma Perpendicular.
Convidaram para padrinhos
O Poliedro e a Bissectriz.
E fizeram planos, equações e
diagramas para o futuro
Sonhando com uma felicidade
Integral e diferencial.
E casaram-se e tiveramuma secante e três cones
Muito engraçadinhos.
E foram felizes
Até àquele dia
Em que tudo, afinal,
se torna monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum...
Frequentador de Círculos Concêntricos.
Viciosos.
Ofereceu, a ela,
Uma Grandeza Absoluta,
E reduziu-a a um Denominador Comum.
Ele, Quociente, percebeu
Que com ela não formava mais
Um Todo.
Uma Unidade.
Era o Triângulo,chamado amoroso.
E desse problema ela era a fracção
Mais ordinária.
Mas foi então, que Einstein descobriu a Relatividade.
E tudo que era espúrio passou a ser Moralidade
Como aliás, em qualquer Sociedade.
(Recebido por mail)
Um dia
Doidamente
Por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
E viu-a, do Ápice à Base...
Uma Figura Ímpar;
Olhos rombóides, boca trapezóide,
ortogonal, seios esferóides.
Fez da sua
Uma vida
Paralela à dela.
Até que se encontraram
No Infinito.
'Quem és tu?' indagou ele
Com ânsia radical.
Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode chamar-me Hipotenusa.
E de falarem
descobriram que eram
O que, em aritmética, corresponde
A alma irmãs
Primos-entre-si.
E assim se amaram
Ao quadrado da velocidade da luz.
Numa sexta potenciação
Traçando
Ao sabor do momento
E da paixão
Rectas, curvas, círculos e linhas sinusoidais.
Escandalizaram os ortodoxos
das fórmulas euclidianas
E os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas
e pitagóricas.
E, enfim, resolveram casar-se.
Constituir um lar.
Mais que um lar.
Uma Perpendicular.
Convidaram para padrinhos
O Poliedro e a Bissectriz.
E fizeram planos, equações e
diagramas para o futuro
Sonhando com uma felicidade
Integral e diferencial.
E casaram-se e tiveramuma secante e três cones
Muito engraçadinhos.
E foram felizes
Até àquele dia
Em que tudo, afinal,
se torna monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum...
Frequentador de Círculos Concêntricos.
Viciosos.
Ofereceu, a ela,
Uma Grandeza Absoluta,
E reduziu-a a um Denominador Comum.
Ele, Quociente, percebeu
Que com ela não formava mais
Um Todo.
Uma Unidade.
Era o Triângulo,chamado amoroso.
E desse problema ela era a fracção
Mais ordinária.
Mas foi então, que Einstein descobriu a Relatividade.
E tudo que era espúrio passou a ser Moralidade
Como aliás, em qualquer Sociedade.
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